7 de dez de 2011

TUI NÁ - Uma Massagem Terapêutica

A massagem Tui Na é uma das mais antigas artes de cura da MTC- Medicina Tradicional Chinesa. Muito de sua técnica encontra-se mencionada no Nei Jing (内經) - "O Clássico do Imperador Amarelo", datado de 2300 aC que apresenta muitos capítulos sobre a massagem.

Embora praticada na China por mais de 4 mil anos, e seja utilizada nos hospitais e clínicas de todo o País, este sistema de tratamento - com esse nome - ainda é pouco conhecido no ocidente.Aqui se conhece muito o Shiatsu, do Japonês, “pressão com o dedo”, que é uma variação da Tuiná.
 
Por volta de mil anos atrás, a Tui Na foi introduzida no Japão, ainda com o nome original, depois o Governo proibiu termos estrangeiros e, além do nome, teve alguns protocolos e manobras modificadas, tornando-se o que hoje conhecemos por Shiatsu.

A prática do Lian Gong em 18 terapias, ginástica desenvolvida na China, pelo Dr. Zhuang Yuen Ming, médico ortopedista da Tradicional Medicina Chinesa, fundamentou-se nos mesmos conceitos básicos da massagem Tui Na.

Antigamente, essa massagem era chamada de An Mo (nome que prevalece até hoje no Sul da China), atualmente, é mais conhecida como Tui Na. Ambos An Mo ou Tui Na são termos usados para a mesma prática.
O nome vem do chinês e trás consigo a natureza vigorosa da prática desse sistema de cura, incluindo duas acões: Tui, que significa empurrar, deslizar; e Na, que significa segurar com força, apreender. Por sua vez, An Mo também nomeiam duas de suas técnicas de manobras. An siginifica pressão fixa e Mo pressão leve com movimento giratório.

Além de trabalhar o sistema músculo-esquelético do corpo e os órgãos internos, Tui Na requer pressão nos meridianos e acupuntos específicos. Esta pressão interfere no fluxo de Qi, fazendo com que este se mova livre e calmamente por todo o corpo. A boa distribuição de Qi no corpo tem efeitos profundos em todos os aspectos do bem-estar mental, emocional, espiritual e físico. Segundo a MTC-medicina tradicional Chinesa, todas as doenças são causadas por desequilíbrios e bloqueios no fluxo de Qi. Quando o fluxo de Qi está equilibrado você se sente relaxado, confiante, cheio de energia e entusiasmo.

Embora os benefícios principais de Tui Na venham da interação entre o doador e o receptor, há algumas técnicas que podem ser utilizadas em sí mesmo. Estas auto-massagens, se realizadas diariamente, aumentam os níveis de energia, ajudam o sistema imunológico, proporcionando saúde e bem-estar e fazendo com que a energia seja irradiada durante o dia todo. São altamente indicadas para os terapeutas no processo de cuidado com o cuidador.

A intenção do coração e da mente durante a aplicação da Tui Na, assim como a consciência do momento presente exercem significante influência sobre o efeito do toque no corpo, potencializando os seus resultados. Por isso, a medicina chinesa recomenda uma série de treinamentos interiores com a finalidade de aprimorar o praticante da Tui Na no emprego da sua intenção voluntária. Estes treinamentos estão incluídos nas práticas do Tai Chi Chuan, que são meditação, Qi Qong que significa trabalho/exercício/cultivo da energia e a própria automassagem.

A postura corporal do massoterapeuta também é de grande importância para o bom resultado da massagem. O praticante deve posicionar-se de maneira a que todo seu corpo dê apoio à parte que exerce a técnica escolhida, prevenindo-se de problemas futuros, como também que a sua postura favoreça a conexão do seu corpo com o céu e a terra, renovando, constantemente, sua própria energia.

Finalmente, devemos dizer que o bom senso, a intuição, a criatividade e a presença, bem como um bom treinamento físico, mental e energético, são requisitos básicos que devem ser observados por todos que atuam como massoterapeuta.

Clique aqui para saber mais sobre o curso de férias de Tui Na.

6 de nov de 2011

A Cosmogênese no TaiJiQuan

De acordo com a cosmogonia no Tao Te Ching, a origem do universo se dá pela seguinte explicação:
WU JI, o vazio original, o princípio anterior à criação, dá origem ao TAO, o caminho da espontaneidade natural que produz todas as coisas que existem e que inexistem. O TAO ou TAIJI, também chamado “A Grande Polaridade”, da origem à relação dos cinco elementos, gerando as dez mil coisas ou a infinidade de formas existentes no universo.
O WU JI é representado por um círculo vazio que, por ser equivalente ao nada, não caberia ser representado todavia.
O poema 42 do Tao Te King, livro clássico do Taoísmo, escrito por Lao Tsé no ano 600 a.C., aborda este assunto, afirmando:
“Do TAO veio o UM.                                                                             
Do UM veio o DOIS.
Do DOIS veio o TRÊS. E o TRÊS gerou os Muitos...”
Na execução da primeira postura do Taijiquan, denominada  ´Postura do Princípio Infinito`,  constrói-se todo o fundamento interior meditativo implícito nessa prática:
[  eretos com os pés juntos, relaxando de cima para baixo, conecta-se o topo da cabeça ao cosmos e o baixo ventre ao centro do planeta; ata-se as energias Yang e Yin respectivamente;
[  leve sorriso nos lábios, predispondo a um verdadeiro sentimento de gratidão no coração; esvazia-se o peito, enchendo o Tan Tien inferior (ponto central, 4 dedos abaixo do umbigo), propiciando à respiração abdominal;
[   a ponta da língua deve tocar o palato duro (teto da boca ou, como falamos, o céu da boca). É importante lembrar que essa ação deve ser constante durante toda prática do Tai Chi. Os benefícios se dão, principalmente, em dois aspectos: um relativo à salivação: durante o desenrolar da atividade, em que se deve engolir como se fosse um ‘elixir de saúde’ para o trato digestivo e intestinal; o outro se refere ao circuito energético chamado “circulação microcósmica”, pois ligamos com a língua os dois meridianos centrais denominados Ren Mai e Du Mai, que sobe pela coluna. Esta órbita energética promove a harmonização dos órgãos internos, com benefícios importantes para a saúde integral, já que circunda o tórax, o abdome, o baixo ventre e, subindo pela coluna, beneficia a medula e o cérebro.
Para se chegar à segunda postura, promove-se um afundamento das energias;  flexiona-se vagarosamente os joelhos e, ao mesmo tempo, levanta-se o calcanhar da perna esquerda; desloca-se o pé lateralmente na largura dos ombros,  distribuindo-se o peso do corpo.
Alguns autores chamam esta postura de WUJI, o que discordo, pois o vazio original é anterior à diferenciação Yin Yang, que aqui - em equilíbrio das forças - é o TAO, a unidade.
A partir daí, as demais posturas seguem o fluxo da sequencia de cada forma.

20 de out de 2011

PROJECIOLOGIA

O primeiro contato que tive com as idéias e conceitos do Professor Waldo Vieira foi em sua palestra, em Brasília, no final de 1989. Fiz o papel de questionador insistente e fui o último a sair do auditório. Naquela noite não consegui dormir! Minha mente ficou alerta, desperta, muitos pensamentos, tantas informações que vieram ao encontro de minhas próprias idéias, inclusive, esclarecendo antigos questionamentos.
Fiquei tão impressionado que, no dia seguinte, liguei para alguns amigos e fiz contato com meu psicólogo para falar sobre a importância dos assuntos tratados na palestra. Sem conseguir concatenar as idéias - pois ainda não dominava o assunto -, não fui capaz de motivá-los a fazer o curso que se iniciaria naquele mesmo dia.
Posso afirmar, sem medo de errar, que aquela palestra representou um dos principais marcos de minha vida. A partir de então, fiz todos os cursos disponíveis, à época, no Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, presidido pelo Prof. Waldo, e trouxe o núcleo do IIPC para Brasília, do qual fui o coordenador por 3 anos.

César Machado, pesquisador, estudioso sobre as EFCs- Experiências fora do corpo e autor de diversos artigos e boletins sobre esse tema, escreveu, com maestria, um boletim comemorativo dos 25 anos da publicação do livro Projeciologia rico em gráficos e ilustrações.                       Marcus Evandro

Boletim Metaconsciência Volume II Número 5 - Por Cesar de Souza Machado

"25 ANOS DE PUBLICAÇÃO DO LIVRO PROJECIOLOGLIA
Há 25 anos, era lançado o livro Projeciologia – Panorama das Experiências Fora do Corpo – escrito pelo médico e paranormal brasileiro Waldo Vieira. Após passar 20 anos coletando todo tipo de informações existentes sobre EFCs, Vieira publicou essa obra as próprias custas em 1986. Considerado nos anos 1990 como referência básica sobre o assunto pela American Society for Physical Research, o Projeciologia é uma obra notável pelo seu conteúdo, pelo seu histórico e como um exemplo da capacidade de realização humana.

A elaboração do Projeciologia teve início ainda nos anos 60. Após ter deixado o espiritismo, Vieira passou a dedicar-se a suas atividades profissionais como médico e aquilo o que viria a ser a missão de sua vida pelas duas décadas seguintes: coletar e organizar todas as informações disponíveis sobre a projeção da consciência. Projetor consciente desde os nove anos de idade, Vieira já havia produzido vários livros anteriormente, psicografados por ele mesmo ou em parceria com Chico Xavier. Em 1981, publicou seu primeiro livro sobre o assunto, Projeções da Consciência. Nesse livro, o autor descreve 60 experimentos pessoais de projeção que vivenciou no final da década de 1970 e propõe a criação de uma nova ciência, a Projeciologia, para estudar o assunto."

8 de out de 2011

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

Muitas pessoas passam por nossa vida como verdadeiros mestres a nos ensinar; ensinar a perdoar, a agradecer, a meditar, a amar e, até mesmo, a nos colocar de frente conosco mesmos, a encarar nossas próprias idiossincrasias enfim, ensinando-nos a viver. Pessoas que  despertam em nós as vivências de sincronicidades e retrocognições.

Assista ao vídeo com a entrevista com Wagner Alegretti, especialista nesse assunto.

Há três meses li um lindo depoimento que deixou transparecer a emoção de um reencontro de almas com afinidades que nos remetem à certeza da serialidade das vidas intrafísicas, texto este publicado pela revista terceiro milênio.

Por sincronicidade, neste final de semana, assisti a um filme com diálogos interessantes, que vieram ao encontro da linha central do texto a que me referi.
“... e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.” – Elizabeth Gilbert – (romance: Comer, rezar e amar)

 “ Quem assistiu a esse filme, cujo título encabeça este artigo deve lembrar o incrível recado que ele passa. A angústia do não entendimento de certos acontecimentos na vida que nos leva à busca por respostas. Em meio ao turbilhão de pensamentos, mesmo perdidos e sem compreendermos direito o porquê dos fatos, precisamos entender que tudo é um aprendizado e é necessário amadurecer.

Mas fatos reais estão aí a todo momento, deixando o seu recado. Uma dessas histórias reais e intensas teve seu início há dois anos, quando um rapaz de 37 anos (AKR), muito bonito, entra em minha sala para a entrevista inicial ou anamnese. Enquanto fazia as perguntas pertinentes aos dados que levariam ao diagnóstico em Medicina Chinesa, ele me surpreendia com uma frase a qual repetia várias vezes: “Que sorte ter encontrado vocês”! ...
Leia na integra o artigo de Kira Cavalcanti no site da revista Terceiro Milênio de junho/2011.

28 de set de 2011

A Universidade do Pensamento

Antigamente, no mundo, havia uma universidade ou seja, versava-se sobre o uno, e o conceito que retrata esta unidade tem o nome de TAO”, palavras do Dr. Fernando Bignardi em suas palestras em que apresenta alguns preceitos deste processo filosófico.

O conceito de Tao, estudado pelo Taoísmo, é algo muito simples que, no entanto, não pode ser explicado, e sim apreendido por intuição.  Os ocidentais têm dificuldade em entender como se dá este todo uno, em função de demasiados conceitos preconcebidos.

Dentro do estudo da cosmogênese chinesa, o vazio original (WU JI) dá origem ao TAO, que se diferencia em Yin/ Yang, originando assim a relação dos cinco elementos que, por sua vez, promove a geração da infinidade de formas que se apresentam em nossa dimensão física.

O Tao é o Caminho da espontaneidade natural. É o que produz todas as coisas que existem e que inexistem. Pode ser considerado como a Divindade, o Absoluto, o Eterno, o Insondável, a Consciência Cósmica.


No Poema 1 do Tao Te King,  de Lao T´se, intitulado  O uno e o verso do Universo, podemos vislumbrar o conceito:
“O Insoldável (Tao) que se pode sondar
Não é o verdadeiro Insondável.
O inconcebível que se pode conceber
Não indica o inconcebível.
No Inominável está a origem do Universo.
O que é nominável constitui a mãe de todos os seres ...”



Há mil anos atrás, quando a inquisição foi instalada pela Igreja Católica, todo este entendimento que era natural, foi substituído pelo sectarismo, pela divisão, quando houve a cisão entre o materialismo e o espiritualismo, em detrimento dos principais aspectos da teoria Yin/Yang que são: Oposição e Interdependência. Em linhas básicas estas forças de sinais contrários se complementam e estão sempre em busca do equilíbrio; um não pode existir sem o outro. O dia não surge a não ser depois da noite; não pode haver atividade sem descanso.

“Para contrair é necessário primeiro expandir”
Tao Te King – Lao Tsé. Cap. 36

Até nos dias de hoje, quando se coloca em cheque o modelo científico vigente, principalmente no meio acadêmico, ainda observamos pessoas que não conseguem transcender a parca visão tridimensional e fazem chacota com quem defende uma teoria ou tem um discurso que inclui a dimensão extra-física.

Com os mesmos conceitos e regras do paradigma atual há uma incapacidade, uma impossibilidade até mesmo matemática, de comprovar que a pessoa é o próprio corpo. E não um veículo de manifestação da consciência. Consciência essa que habita outra dimensão, e é constituída de componente imaterial.

A consciência se manifesta através da energia, na sua multidimensionalidade, usando do veículo corporal e de outros veículos energéticos mais sutis, como o corpo emocional denominado psicossoma  e pelo corpo mental ou mentalssoma.
O vídeo intitulado Glândula Pineal 2/7 do Dr. Sérgio Felipede Oliveira tem argumentos interessantes sobre este assunto, onde ele coloca em cheque o pensamento materialista, com bastante humor, dizendo “tem que se ter muita fé para ser materialista”... assistam! Vale a pena.

Um texto interessante que pode corroborar com o entendimento dessa matéria, versando praticamente  sobre o mesmo assunto sob a ótica da medicina ayurvédica, é o artigo “Há só 16% de matéria no corpo humano” publicado na revista Terceiro Milênio, escrito pelos jornalistas José Araújo Wagner e Hilda Cripriano de Acácio. Segundo os autores, ”Os cientistas e médicos materialistas ainda não conseguem ver este corpo de matéria sutil. Por isso eles dizem: “o corpo material visceral é tudo, e não há mais nada”. Na verdade, entretanto, esta não é a realidade. 

A conclusão a que chegamos é que já passou a hora de adotarmos a postura de auto-experimentadores e vivenciarmos a multidimensionalidade com cosmoética, saindo da crendice, onde objetivamente possamos perceber as energias ou treinar as sensibilidades para tal, e enxergar que a dimensão mental e emocional são agentes mais influentes na dimensão física do que se imagina, no tocante aos processos de desequilíbrio e harmonização da saúde. Este é o paradigma consciencial. Estão aí os resgates das medicinas e terapêuticas vibracionais, que muito têm se destacado. Podemos citar a acupuntura, a massagem, o Qi Gong como o reiki e outros, a homeopatia e florais, a cinesiologia e o body talk, a meditação e o Taijiquan, como fatores de mudança dos pensamentos e sentimentos e, consequentemente, da elevação do padrão do campo vibracional pessoal, aumentando a imunidade e magnetizando positividade os ambientes em que nos façamos presentes.

"Seja a mudança que você quer ver no mundo" Gandhi

19 de ago de 2011

Práticas Chinesas no Mundo Corporativo

Ginástica Laboral:
Prática voluntária de atividades físicas realizadas coletivamente pelos trabalhadores, dentro do próprio local de trabalho, durante sua jornada diária que, por meio de exercícios específicos, tem como meta prevenir ou amenizar doenças decorrentes das atividades que desempenham.
Há alguns anos, boa parte das grandes e médias empresas reconheceu o valor dessa prática, verificando que a produtividade está diretamente relacionada à saúde e à qualidade de vida de seus empregados. Pesquisas e estatísticas comprovam a eficácia de atividades físicas laborais, justificando o investimento das organizações para promover a saúde mental, amenizar o estresse, colaborando para combater males decorrentes do sedentarismo e de esforços repetitivos.
O primeiro registro dessa prática vem da Polônia, datado de 1925, denominado "Ginástica de Pausa". Anos depois, a mesma iniciativa surgiu na Holanda e na Rússia. Na década de 60, atingiu outros países da Europa e logo depois o Japão, onde ocorreu a consolidação e a obrigatoriedade da GLC - Ginástica Laboral Compensatória. No Brasil, teve início somente em 1973, na escola de educação Feevale, com um projeto de Educação Física Compensatória e Recreação.

SIPAT
A Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho-SIPAT tem como finalidade básica divulgar, orientar e promover a prevenção de acidentes, a segurança e saúde no trabalho quanto a doenças ocupacionais. É uma das atividades obrigatórias a todas as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes-CIPA, devendo ser realizada com frequência anual. A SIPAT é regida pela Portaria nº 3.214, NR-5, item 5.16, que define como uma das atribuições da CIPA: “Promover, anualmente, em conjunto com o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho –SIPAT”.

Tenho tido a oportunidade de participar de diversos programas envolvendo ginástica laboral, SIPAT e eventos correlatos como: Semana de Qualidade de Vida, Semana da Saúde, Semana de segurança no Trabalho e Semana do Meio Ambiente, além de encontros de integração e treinamentos na área de recursos humanos em diversas empresas. Além de outras atividades uso o Tai Chi Chuan como ferramenta para movimentar o corpo, a mente e o espírito. Como recursos utilizo de palestras, vivências em grupo, aquecimento e alongamento físico, automassagem, meditação, exercícios energéticos (Qi gong), bem como o próprio treino dos movimentos específicos do Tai Chi, envolvendo suas formas mais simples e conceituais, além de aplicação de massagem e acupuntura.
O Tai Chi envolve a prática de movimentos lentos e é baseado em vários princípios, incluindo a plena consciência, ou consciência da mente alerta, a consciência da respiração e o relaxamento ativo.

Estudos e pesquisas estão sendo feitos sobre os benefícios do Tai Chi em seus praticantes, e o mais recente refere-se à melhoria da memória e da concentração. Ao se trabalhar a parte central do cérebro com a questão coordenação motora, o treinando busca memorizar o movimento dentro da sua sequência, promovendo um estímulo no funcionamento cognitivo.

Marcus Evandro


Abaixo, algumas das empresas com as quais fiz, ou ainda faço as atividades nos eventos acima descritos:


                     


                        


29 de jul de 2011

Mérito Profissional em Ciência da Acupuntura

No dia 12 de julho deste ano, o Dr. Wang Hsiao Po 晓波, Médico da Tradicional Medicina Chinesa, recebeu o Mérito Profissional em Ciência da Acupuntura da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História. A outorga da referida láurea foi realizada em solenidade comemorativa aos fatos históricos do mês de julho, no salão Branco do Palácio do Buriti, Presidida pelo Governador Agnelo Queiroz.
Na ocasião, personalidades dos diversos segmentos de nossa sociedade foram homenageadas. Houve também coquetel, apresentações artísticas e a exposição das esculturas de Luiz Gagliastri denominada "A Sonhar, Venci Mundos" com a temática de Dom Quixote. Quem quiser conferir, a exposição segue até 13 de agosto de 2011, no Palácio do Buriti.

Dr. Wang, chegou em Brasília no ano de 1994 a convite de seus alunos nas diversas áreas da MTC-Medicina Tradicional Chinesa como: Massagem Tui Ná, Acupuntura, Tai Chi e também do Kung Fu, quando ainda morava em São José do Rio Preto, primeira cidade que o acolheu no Brasil por 6 anos.
Desde então montou seu consultório de acupuntura e se dedicou a desenvolver seu ofício em Brasília, nunca esquecendo as atividades físicas, onde formou grande parte dos professores de Kung Fu e Tai chi que atuam em nossa cidade e atletas que alcançaram níveis nacionais e internacionais.

Parabéns Mestre Wang pelo reconhecimento de seu trabalho.

19 de jul de 2011

Aplicações da prática de Tai Chi Chuan, Chi Kung e Lian Gong

Uma das disciplinas que ministro no curso de formação em acupuntura da Enac-Escola Nacional de Acupuntura de Brasília, denomina-se: “Tai Chi, Qi Gong & Lian Gong”. Essa matéria tem como objetivo disseminar a cultura chinesa, além de fazer com que os alunos treinem posturas físicas e mentais de preservação e processos energéticos que aperfeiçoarão seus tratamentos e promoverão assepsia pessoal entre os atendimentos.
Com apenas 40 horas/aula não se pode ter a pretensão de ensinar formas, técnicas e conteúdos filosóficos mais profundos do Taiji, do Qigong e do Lian gong. É pouco tempo para que todos aprendam a executar até mesmo uma das séries mais simples do Taiji, os 24 movimentos.
O que mais importa é mostrar a necessidade que o formando em uma terapêutica bioenergética tem em buscar o conhecimento e, principalmente, praticar regularmente, visando ao desenvolvimento de sua habilidade e percepção energética. Com a prática constante; obtenham destreza na auto regulação de seu holochacra (complexo de meridianos e chakras), flexibilidade e fortalecimento físico para a prevenção e tratamento pessoal, bem como, tenham ferramentas terapêuticas para oferecer aos seus interagentes.
Fica claro no decorrer do curso que, com a adoção de um treino regular a pessoa pode obter outros valores, principalmente, o processo de autoconscientização holossomática (corpo – mente – espírito), e as técnicas de assepsia energética pessoal, do ambiente de trabalho e do interagente em tratamento.
Ao nos depararmos com a realidade da dimensão energética, vislumbramos outros cuidados diários, além dos que habitualmente estamos acostumados, como a higiene, atividade física e nutrição. Todos esses conceitos se aplicam ao corpo energético com técnicas específicas e procedimentos diários que promovem a nutrição, o fortalecimento e a limpeza desse veículo mais sutil de manifestação da consciência.
Como substrato dessa disciplina do curso regular de acupuntura, criei um curso extra de apenas 8 horas/aula, denominado: “Assepsia e fortalecimento energético no cuidado do cuidador. Ao desenvolver o curso, procurei ir direto ao cerne do assunto, sem floreios, com exercícios práticos eficazes para o cultivo do Qi, onde utilizamos meditação aliada a processos de circulação energética, dentre eles o EV-Estado Vibracional, transmitindo e praticando vários modos de instala-lo em nossa psicosfera(aura).
Esse treinamento pode ser aplicado inclusive no âmbito corporativo, no intuito de promover maior integração entre os membros das equipes, aumento do nível de criatividade para o desempenho das atividades profissionais e melhora da imunidade física, mental e emocional.
Aguardem as próximas datas desse curso extra para o segundo semestre de 2011.


30 de jun de 2011

As Quatro Técnicas primárias de mãos do Tai Chi

São oito movimentos básicos de mãos no Tai Chi, que se dividem em técnicas primárias e secundárias.
As quatro técnicas primárias, ou os quatro lados – peng, lu, ji e an (pronuncia-se pan, li, ti, an), tem sua tradução como: aparar, desviar, pressionar e empurrar.

Este conjunto de quatro movimentos é chamado dentro das diversas formas por:
‘Agarrar o pardal pela cauda’, ou ‘agarrando a calda do pássaro’.
Alguns o denominam de ‘Abraçar o tigre e levar para a montanha’.
Por deter as principais técnicas do tai ji e estar presente nas formas de quase todos estilos ou famílias, também é conhecido pelo nome “Pequeno Tai Chi”.

Os quatro lados (Si zheng 四正)
Péng             (aparar)
                  (desviar)
                   (pressionar)
Àn                 (empurrar)

“ A força começa no calcanhar, é controlada na cintura, materializa-se nas mãos e é exercida a partir da coluna, com atenção total.” Mestre Li Yi Yu (família WU)

A importância em se conhecer o funcionamento dessas técnicas está propriamente no aprofundamento na essência do Tai Ji Quan, já que em toda expressão dessa arte realiza-se uma das técnicas Peng, lu, ji, an, que não são ações padronizadas, mas sim conceitos.
Todo movimento de expansão, de contenção de um ataque, realiza-se a técnica Peng (aparar).
Do mesmo modo, no movimento de defesa onde desvia-se a direção da energia de ataque para um lado ou para o outro, realiza-se Lu (desviar).
Na disputa de força, na contenção de um ataque, concentra-se a defesa em só ponto, ponto esse que deslocará o adversário do seu equilíbrio em diagonal. Nesse momento realiza-se o Ji (pressionar). Essa sempre será uma técnica intermediária em que necessita-se de uma finalização. Ao deslocar o oponente, que ficará sem seu centro de equilíbrio, haverá a necessidade de usar um complemento, um movimento de ataque(An) ou mesmo de defesa (Lu).
E finalmente o ataque propriamente dito, promovendo um deslocamento direto, com a técnica An (empurrar).

Isso tudo fica mais claro com a vivência do treino do Tui Shou, movimentos espontâneos feito em dupla, onde experimenta-se a criatividade, a flexibilidade e o equilíbrio, além da concentração e do cultivo do Qi, habilidades desenvolvidas pela prática do Tai Ji Quan.

Observamos no vídeo a execução da técnica solo, após a saudação (Ti Ni) e o movimento padrão inicial do Tai Chi (também conhecido por ‘Levantar a água’).
Após a repetição de 3 vezes o peng, lu, ji, an, finaliza-se com ‘Mãos Cruzadas’, saudação final e volta-se para a ‘Postura do Princípio infinito’.

No próximo vídeo podemos observar a execução dos mesmos movimentos acima, quando da apresentação do Tai Chi 24 formas em mandala-4 direções, na comemoração do dia mundial do Taichi & Qigong em abril de 2011, na PHU - Praça da Harmonia Universal em Brasília.



OBS.:Além das práticas diárias de TAI CHI nos horários de  6h e 7h30 na PHU, entre quadra 104/105 norte, temos treinos toda segunda e quarta às 7h na entre quadra 204/205 sul. (Informações: 061-9954.7334)

31 de mai de 2011

Carta Aberta dos Estudantes de Acupuntura

 Carla Matsue (PR), Francisco Vorcaro (ES), Pedro Ivo (DF),
Silvia Bighetti (SP),Alberto Cantídio (MG), Roberta Blanco (RJ),
Gu Hanghu (DF),Gu Zhou-Ji (DF), Ricardo Antunes (DF)

No sábado, 28 de maio, foi realizado em Brasília, DF, o  ENAPEA - Encontro NacionaL de Profissionais e Estudantes de Acupuntura. Evento profícuo, muito bem elaborado, com sucesso de público, e que gerou a Carta Aberta dos Estudantes de Acupuntura da Escola Nacional de Acupuntura - ENAc. Carta essa que já é considerada um marco no processo de Resistência e legitimação da Acupuntura/ MTC no Brasil. Parabéns ao Sávio RochaDaniel Caltabiano e a todos os envolvidos, de alguma maneira no processo.
"Nós, alunos da Escola Nacional de Acupuntura, gostaríamos de compartilhar nossos pensamentos, sentimentos e expectativas em relação ao caminho dentro do estudo da Medicina Tradicional Chinesa. Unidos por um interesse comum pela Saúde e pelas Ciências Médicas, dispusemo-nos a explorar essa racionalidade médica milenar, e nos deparamos com sérias limitações que dificultam o florescer desse conhecimento em nosso país.
A acupuntura tem seu próprio corpo teórico e prático original, desenvolvido ao longo de 4000 anos, sem paralelo com nenhuma outra profissão de saúde ou terapia holística. No entanto, o que se vê atualmente em nosso país, são tentativas de diminuir essa Ciência Medica Oriental e transformá-la em um mero ramo de racionalidades completamente distintas.
A acupuntura (termo que aqui vai significando a totalidade da medicina chinesa) não é uma mera especialidade ou habilitação, uma mera técnica ou prática. Não é uma simples terapia integrativa e complementar, mas integral e auto-suficiente, e justamente por isso ela não pode ser submetida a outro sistema de pensamento, que é o que tanto se tenta fazer. Ela não pode ser assimilada ao sistema médico ocidental, não por mero capricho de profissionais e estudantes da acupuntura que não tinham uma graduação prévia em outras áreas de saúde, mas por impossibilidade epistemológica, que invalida de pronto qualquer tentativa nesse sentido. Transformar a Medicina Tradicional Chinesa em mera especialidade de uma racionalidade alheia, aprendida em alguns finais de semana de estudo, é o mesmo que aplicar as normas do Português a um idioma estrangeiro, e depois, ainda por cima, taxá-lo de incompreensível e ineficaz!
Ineficaz!? Senhores da ciência, homens e mulheres estudados, dignos membros da classe política, a Medicina que por milênios permaneceu incólume, como sustentáculo da saúde de uma imensa nação, merece ser questionada dessa forma? Sujeitada a experimentos por aqueles que nem ao menos se deram ao trabalho de entender sua linguagem, seus símbolos, seus princípios? Estamos certos de que a sua sensatez não permitirá tal desrespeito.
Por isso, pedimos que escutem nosso apelo. A Verdade, senhoras e senhores, não disputa mercado. A Sabedoria é um tesouro de tamanha vastidão que não podemos nunca pretender possuí-lo por completo; um tesouro cujas raízes se estendem desde o mais remoto passado ao futuro inimaginável, um tesouro que não limita nem separa, mas que integra. Tampouco diz respeito apenas ao que é tangível, mensurável e comparável, incluindo também o tradicional, passado de geração em geração, não raro contrariando os princípios mais básicos daquilo que entendemos como ciência, mas nem por isso menos válido, menos seguro ou menos efetivo.
Nós somos estudantes, e com humildade lhes dirigimos essas palavras: reconhecemos os anos de caminhada que os tantos profissionais de Saúde já formados têm à nossa frente, mas lembremos, todos nós, que as décadas de estudo que um homem pode acumular em sua vida nada são perante os milênios de existência da Medicina Tradicional Chinesa e de outros tantos tesouros inestimáveis de sabedoria que existem em nosso mundo. Relegar esse conhecimento ao banco de reservas da nossa “Ciência Moderna”, criança recém engendrada em nosso bojo ocidental, é um desrespeito sem tamanho.
Não estamos aqui para desferir alfinetadas ou agulhadas contra qualquer racionalidade, muito menos contra os frutos dos avanços do nosso próprio Ocidente. Nossas agulhas estão a serviço do bem, da saúde e da harmonia. Louvamos os avanços das frentes científicas ocidentais, cujo valor inestimável reconhecemos inteiramente. O que queremos é apenas o devido respeito e a merecida atenção ao progresso já há muito alcançado pelos irmãos da Ciência Médica que nos legaram os conhecimentos e as técnicas da Medicina Tradicional Chinesa. 
Quando falamos na criação de uma graduação em acupuntura, o que estamos pedindo é a oportunidade de explorar a fundo essa ciência tão antiga, que não é meramente uma técnica complementar nem apenas uma especialização, como já foi explicado. É por isso que queremos uma graduação em Acupuntura, com duração de pelo menos quatro anos e grau de bacharel ou equivalente, com todas as diretrizes curriculares estabelecidas em lei e contemplando todos os princípios e peculiaridades desse maravilhoso sistema médico. Só assim evitaremos que a grande Medicina Chinesa se limite à simples repetição de protocolos prontos e impensados que se faz na dita “acupuntura científica”
Não é possível apreender tantos séculos de sabedoria em apenas 180 ou 360 horas, um final de semana por mês. Por isso, acreditamos que a acupuntura é de todo incompatível com um modelo de habilitações e especializações. Infelizmente, a maioria da população – incluindo aí muitos pretensos acupunturistas – desconhecem essas particularidades da racionalidade médica chinesa, o que torna essencial uma campanha informativa acerca das características, vantagens e desvantagens da acupuntura e demais práticas dessa fantástica ciência. São várias as pessoas que afirmam só aceitar fazer acupuntura com médicos ou outros profissionais que já tenham graduação prévia em alguma ciência da saúde, o que demonstra o desconhecimento e desinformação reinantes, situação que exige reparação urgente.
Que fique bem claro que o que estamos dizendo não é que profissionais vindos de outras áreas da saúde sejam incapazes de fazer boa acupuntura. De forma alguma: suas formações prévias têm muito a contribuir para a excelência do profissional. Porém, é imperativo que o ele se empenhe em conhecer toda a ciência médica chinesa, do zero, despindo-se de todas as pré-concepções adquiridas em sua formação original – o que, convenhamos, é nitidamente incompatível com um modelo de especializações. Ou seja, a Medicina Chinesa é uma ciência independente, e por isso também tem de ser vista como uma formação autônoma.
Além disso, a acupuntura tem um potencial incrível como método preventivo e de tratamento para as massas, por conta de seu baixo custo e notável eficácia (obviamente, desde que respeitados seus princípios norteadores). Sempre foi assim, desde seu surgimento na antiga China, e não há razão para que não o seja também no Brasil da atualidade. O lugar da acupuntura não é apenas dentro das clínicas, mas acessível a todos aqueles que dela necessitarem, inclusive dentro do SUS, mas de modo diferente do que é feito hoje: não por pretensos especialistas, mas por acupunturistas em especial.
A Medicina Chinesa tem de ser praticada por profissionais graduados em Acupuntura. Não queremos uma acupuntura fatiada e descaracterizada, mas preservada em sua totalidade, como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade que ela é. É um saber tradicional, devendo portanto ser tratada como tal, e não necessariamente se opondo à ciência nos moldes ocidentais. Cabe à comunidade científica uma postura mais receptiva, sem preconceitos contra aquilo que não compreende, por não lhe ser familiar.
Como estudantes, o que esperamos do futuro é um curso de graduação estruturado e respeitado, uma profissão reconhecida e valorizada em cooperação com as demais profissões da saúde, mas sem interferência dessas. Queremos a Acupuntura integral, e queremos que todos saibam que acupuntura é com acupunturista.

Brasília, 28 de maio de 2011
Redigida por Sávio Rocha da Silva"

14 de mai de 2011

Definindo o TAI JI QUAN.

A maioria das pessoas Quando assiste a uma demonstração de tai ji quan, presta mais atenção ao que os olhos veem, sendo que o mais valioso e importante desta prática, considerada uma arte marcial interna, está em dimensões mais sutis.

Em minhas aulas, gosto de fazer uma analogia com a figura do ice Berg, onde o que fica visível é apenas 10% deste gigante de gelo, e a parte maior fica submersa, oculta. No tai chi é assim, veja o gráfico abaixo:







Lendo o último boletim da WCTA-Br, encontrei uma excelente definição de tai ji, feita pelo Mestre Jan Silberstoff, autor do livro “Chen – Living Taijiquan in the Classical Style”(foto) e Fundador e Diretor Técnico da WCTA (World Chen XiaoWang Taijiquan Association), a qual transcrevo na integra.






O que é TAIJIQUAN
Jan Silberstorff
Fundador e Diretor Técnico da WCTA (World Chen XiaoWang Taijiquan Association)

Taijiquan (Tai Chi Chuan) é uma das artes marciais Chinesas antigas. Serve para o cuidado com a vida, a saúde, o desenvolvimento holístico do corpo e da mente, bom como para a autodefesa. É meditativo e fortalece o corpo, promove o desenvolvimento da energia interna (QI) e, como tal, pode ser usada tanto para fins terapêuticos quanto para a luta. Os movimentos são suaves e fluidos cheios de beleza, expressão e energia.

Taijiquan vai, na sua maneira, muito além dos programas de fitness normais, e pode ser seguido pela sua filosofia essencial como um caminho de vida, mas também até como um passatempo. Seu valor para a saúde é reconhecido, e em todo mundo companhias de seguros de saúde cobrem parcialmente os custos das aulas.

Como uma arte marcial, ele segue as práticas tradicionais, o que especialmente no presente pode ser usado em todas as situações. É provavelmente o estilo mais amplamente usado de Kung fu no mundo. Este sistema, que séculos atrás surgiu na família Chen, utiliza a filosofia do yin e yang e suas fases de mudança, e a harmonização do corpo, mente e espírito. Ele combina movimentos de autodefesa (wushu), com a condução da energia interna (chi kung) e é considerado arte marcial interna.Como a energia interna está no lugar da força muscular, o Taijiquan pode ser praticado do mesmo modo por jovens e velhos, homens e mulheres, grandes e pequenos, com sucesso.

Desde meados do século passado Taijiquan foi ensinado também para interessados fora da família Chen. A partir desta data se desenvolveram os estilos mais diversos, tais como das famílias Yang, Wu, Wuu e Sun. O estilo Chen é a origem de todos os sistemas de Taiji, e desde então se espalhou por todo o mundo. Taiji descreve o homem como ligação entre o céu e a terra e lhe dá sentido (Tao).

14 de mar de 2011

Uma Vida... Muitos mestres!

Esta caminhada intrafísica me apresentou a diversos instrutores, professores e mestres na área do Tai Chi Chuan e Chi Kung.

Em 1980, conheci as práticas de Tai Chi Chuan com o Dr. Moo Shong Woo, na Asa Norte, em Brasília. Naquela época, ainda sem a assiduidade e a determinação indispensáveis à obtenção dos benefícios que essa prática pode proporcionar, não cheguei a aprender sequer os movimentos básicos da série de 24 movimentos. Porém, mesmo sem dominar a técnica, já usufruía dos benefícios energéticos, de equilíbrio, coordenação motora e flexibilidade que todo praticante adquire, bastando treinar, pelo menos, 3 (três) meses seguidos, como sempre enfatiza o próprio Mestre Woo.

No início dos anos 90, participei de diversos workshops promovidos pela UNIPAZ, na formação Holística de base, sobre assuntos correlatos aos processos filosóficos e culturas que transcendem a persona. Um dos seminários foi com o Mestre Liu Pai Lin, que começava um curso de formação em Tai Chi Pai Lin em Brasília.

Na mesma época, conheci Mestre Dada Inocalla, sempre presente aos eventos da Universidade Holística de Brasília, com apresentações e vivências em grupo.

Ainda nos primeiros meses de 1990, participei de um curso de Chi Kung - Yoga, terapêutica Chinesa, realizado no Centro de estudos de Medicina Oriental de Brasília. O curso foi promovido pelo Dr. Francisco, conhecido em Brasília como "Chico Agulha", e foi ministrado pelo Dr. Gu Hanghu, recém chegado da China na ocasião.

Marcus Evandro e Mestre Wang Hsiao Po
No início do ano 2000, conheci o Dr. Wan Hsiao Po, com quem pude aprender ao longo de vários anos, Tai Chi Chuan, Chi Kung e massagem Tui Ná. Naquela ocasião, iniciou-se também meu aprendizado nas técnicas da acupuntura. O fato de sermos vizinhos me possibilitou colocar em prática a força de vontade, a perseverança e a determinação para acordar cedo, treinar, treinar e treinar. Até aos domingos, eu tinha que levantar cedo (7h para domingo é muito cedo!) para os exercícios. Apesar do "sacrifício", uma vez que para nós, ocidentais, essa rotina é muito dura, devo reconhecer que foi graças à didática do Mestre Wang e sua simplicidade em ensinar o passo a passo do Tai Chi Chuan, que pude aprender os movimentos e usufruir dos benefícios dessa prática milenar. Esse ensinamento é que procuro transmitir nas aulas que tenho tido a oportunidade de ministrar.

Continuando os estudos na prática do Tai Chi Chuan e Chi Kung, novos instrutores, professores e mestres foram surgindo. Desta feita, no início de 2010, iniciei curso de formação de dois anos, no IFTB-Instituto de Formação de Taijiquan de Brasília, sob coordenação do Dr. Aristein Woo. Com a atuação de professores graduados, como o Professor Magno Bueno (foto) discípulo direto de Chen Xiaowang, e instrutores bem treinados, são transmitidos ensinamentos sobre diversos estilos de Tai Chi, incluindo leque, espada, formas diversas de mãos livres e Chi Kung avançados.

Como a IFTB está vinculada à Associação Mundial Chen Xiaowang de Taijiquan, temos oportunidade de manter contato também com mestres de renome mundial, por meio da participação em diversos seminários promovidos pelo Instituto no decorrer do curso regular.

E a aprendizagem continua... sempre!

Saudações a toda hierarquia da sabedoria Tai Chi Chuan: TI NI
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11 de mar de 2011

A Acupuntura e a Desinformação

Ilustração do Artigo
Hoje vários conselhos da área de saúde reconhecem a acupuntura como especialidade - o da própria medicina, o da psicologia, o da fisioterapia e o da farmácia, dentre outros.

Ora, se áreas tão díspares, dentro da mentalidade ocidental, aceitam os efeitos da técnica como válidos em seus campos específicos de atuação, uma obviedade se apresenta, mesmo para os que não conhecem a Medicina Tradicional Chinesa: a acupuntura, dentro de sua racionalidade própria, é que parece englobar esses campos específicos e extrapolar cada um deles.

Então o recado: para conhecer a acupuntura e aplicar seus conhecimentos de maneira realmente eficaz é necessário um estudo amplo e complexo, onde não cabe a especialidade como opção.

Ou seja, parafraseando uma campanha já em andamento pelo Brasil, "acupuntura é para acupunturistas"...

Leia a íntegra do artigo do ProfºPedro Ivo Marini Tahan, Diretor de Ensino e Informação da ENAc, publicado na Revista Terceiro Milênio.
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10 de mar de 2011

Craniopuntura promove alívio "rápido e excepcional" em casos de dor

Dirce controla a dor ciática com a craniopuntura:
40 anos com as agulhas.
 Matéria de Márcia Neri,
publicada no Correio Braziliense, em 10/02/2010

Reconhecida pelo meio científico e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde a década de 1970, a acupuntura vem se aperfeiçoando e ganhando cada dia mais adeptos no mundo ocidental. A craniopuntura, considerada uma nova especialidade dentro da milenar terapia chinesa, tem provado que mesmo os recursos mais tradicionais da medicina oriental são passíveis de evoluções. A técnica, usada há apenas meio século, trabalha a inserção de agulhas no crânio e, segundo seus defensores, apresenta ótimos resultados no alívio da dor crônica, tratamento de danos neurológicos decorrentes de acidentes vasculares cerebrais, doenças degenerativas, hipertensão e até transtornos psicossomáticos.

28 de jan de 2011

Serenões : Consciências Superevoluídas

A literatura espiritualista está repleta de referências a seres muito evoluídos denominados, conforme o caso, de Bodhisattvas, Avatares, Mestres Ascensionados, Espíritos de Luz, Espíritos Planetários, Arcanjos, Elohins, etc.

O Serenão ou homo sapiens sereníssimus, é uma consciência que se encontra no ápice da nossa atual etapa evolutiva e representa o grau máximo de evolução que podemos atingir na dimensão intrafísica nesse planeta. Por conseguinte, o Serenão encontra-se em suas últimas, ou em sua última encarnação. Ao final dessa última vida intrafísica ele passa à condição de consciência livre, onde inicia um novo ciclo evolutivo...

Leia a íntegra do artigo de Cesar de Souza Machado, em seu site METACONSCIÊNCIA.
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Vídeo :: Tuiná 1

Neste video assistiremos a aplicação da massagem TUI NÁ. Antes de começar as rotinas de manobras da massagem, haverá uma preparação energética do próprio terapeuta (QiGong), e depois a mesma preparação no paciente. A técnica chamada de ‘banho da medula’ consiste em captar a energia terrestre (Yin), e na mesma inspiração, captar a energia celeste (Yang), e fazê-la passar em bloco no corpo, da cabeça aos pés. No passo seguinte, a mesma técnica será aplicada no paciente, acrescentando a renovação e circulação energética dos 3 Dan-tiens (ponto central: Superior, do coração e inferior).

Dando prosseguimento, inicia-se a massagem Tui Ná propriamente dita, em decúbito ventral.

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Acupuntura e saúde : como sobrevivi a um grande desafio

Yara Márcia
Depoimento de Yara Márcia Almeida

muitos anos, meu interesse pela medicina alternativa se fez presente, talvez, por ter sido submetida a tratamentos sérios, por meio de alopatia, sem resultados concretos.

Sem ter conhecimento e boas referências sobre profissionais do ramo na cidade onde residia, seguia uma via crucis de especialista em especialista, hospitais, exames, sem obter um diagnóstico preciso ou melhora, a partir das prescrições realizadas. Ao saber do meu caso, uma pessoa amiga, indicou-me um acupunturista chinês, na capital paulista (eu residia no interior do estado, à época). Eu já havia lido vários artigos sobre os benefícios da acupuntura, praticava DO-IN e confiava plenamente nessa técnica, mas confesso que tive receio de não obter os resultados que eu esperava e precisava. Meu estado piorava a cada exame e chegou-se a pensar ser um caso raro de leucemia.