16 de fev de 2012

Estado Vibracional - De Longe o Melhor Qi Gong

Pode-se afirmar que a melhor definição para Qi Gong seja "Cultivo da Energia".
 
O termo Chinês Qi Gong apresenta uma abrangência muito vasta, que inclui exercícios energéticos estáticos, processos meditativos conhecidos por meditação taoísta Tao Yin; e práticas dinâmicas, contituídas de movimentos corporais diversos e posturas que imitam movimentos de animais. Essa variedade de exercícios e posturas nos permite fazer analogia de Qi Gong com a palavra ginástica que, aqui no ocidente, possui várias modalidades: ginástica de aquecimento, alongamento, laboral, aeróbica, aquática, rítmica, de condicionamento físico, facial, além de uma gama de variações de movimentos e exercícios, mostrando a diversidade de técnicas que o termo pode revelar.
O Estado Vibracional-EV, também chamado de circulação fechada de energias, é uma técnica energética que, por definição, é também considerado um Qi Gong. Em função dos benefícios que oferece, premissas e promessas teóricas, é considerado - de longe - o melhor e mais completo Qi gong existente. Atua na assepsia energética, ou seja na desassimilação das energias entrópicas, no desbloqueio e expansão das energias promovendo saúde holossomática, no desenvolvimento parapsíquico e como técnica que propicia a projeção consciencial lúcida. Numa condição avançada e especial, pode  permitir, inclusive, a execução do fenômeno da parateleportação humana. Todas essas técnicas bioenergéticas atuam na multidimensionalidade e, por conseguinte, são habilidades que levamos dessa dimensão para as outras, quando de nossa passagem, dessoma ou morte.

O EV seria a evolução técnica de diversos processos milenares tais como: Kriya Yoga (vide Autobiografia de um Yogue -Yogananda), meditações ativas (Kundalini-Osho), e Qi Gong espontâneo, também chamado de Wu Ji Qi Gong, provavelmente desenvolvido à quarenta ou sessenta mil anos atrás por seres humanos pré-tribais . Todos esses exercícios descrevem as sensações e efeitos observados quando o estado vibracional é instalado.

Na sequência, transcrevo um artigo sobre o EV do blog: "Metaconsciência" e deixo um excelente vídeo intitulado: Importância do EV com áudio comentário de Waldo Vieira e outro video entrevista com o Profº Wagner Alegretti sobre a Descoberta e Domínio do EV.

EV – ESTADO VIBRACIONAL
Introdução:
Vivemos numa realidade energética, o que a ciência já admite. A matéria pode ser convertida em energia e vice-versa. Além disso, a ciência tradicional admite que existem outras formas de energia, mais sutis, indetectáveis pela nossa instrumentação, mais facilmente percebidas pelas formas biológicas, em outras palavras, por nossos corpos.

Estamos imersos, portanto, em um uma espécie de oceano onde se interfundem diversos tipos de energias físicas (luz, calor, som) e extrafísicas oriundas do planeta (energias dos solos, das águas, do ar, da fauna e da flora) e de outras pessoas como nós (energias conscienciais). Essas energias podem ser, conforme o caso, positivas e agradáveis, negativas e danosas ou mesmo ser indiferentes para nós. Nosso organismo biológico possui meios de absorver, processar e exteriorizar todas essas formas de energias.

Em nosso dia a dia, naturalmente, absorvemos padrões de energias positivas, que nos fazem bem, assim como energias indesejáveis que por vezes acabam comprometendo nosso equilíbrio, acarretando em malestar, desânimo, irritação, dores de cabeça, mal estares dentre outros problemas que podem ser bem mais graves.

Em determinadas ocasiões, em nosso dia a dia, quando entramos em ambientes carregados, participamos de certas reuniões, discutimos com alguém, nos irritamos no trânsito, podemos, às vezes, sentir de imediato que ficamos com "algo" indesejado conosco. Às vezes também sentimos os sintomas acima descritos após um longo dia de trabalho estafante.

Se for possível nos liberarmos dessas energias, teremos uma saúde psíquica, emocional e física melhor. O EV – Estado Vibracional – é uma técnica de mobilização energética desenvolvida a partir de experimentos realizados nos anos 80 que pode proporcionar isso.

Quando uma pessoa passa por um EV, seu campo energético vibra numa frequência muito mais elevada e intensa o que promove a dissociação das energias mais densas, negativas e parasitárias que se encontram em alguma parte do seu corpo ou em sua periferia (em nossa aura pessoal).

8 de fev de 2012

Latour e a Simetria da ACUPUNTURA NO BRASIL

Este artigo foi escrito por PEDRO IVO - ENAc em 30 de novembro de 2011 - Revista Terceiro Milênio
Seria possível analisar o esoterismo da acupuntura tradicional, mas não a cientificidade da acupuntura médica?      
(parafraseando Latour, 1994:92)

1. As Duas Grandes Divisões
A tentativa aqui será a de importar-exportar as Duas Grandes Divisões (a la Latour, 1994), a ocidental/ interior (entre nós, natureza e sociedade), e os outros/ exterior (entre eles e suas naturezas/sociedades misturadas) e, assim, causar um desconforto epistemológico, pelo menos, na construção do estudo sobre duas óticas-teorias conflitantes, no campo do conhecimento e na política, que permeiam uma mesma prática, a Acupuntura. Começo, então, citando um trecho de Jamais Fomos Modernos que melhor explica as ditas Divisões:

A Grande Divisão interior explica, portanto, a Grande Divisão exterior: apenas nós diferenciamos de forma absoluta entre a natureza e a cultura, entre a ciência e a sociedade, enquanto que todos os outros, sejam eles chineses ou ameríndios, zandés ou barouyas, não podem separar de fato aquilo que é conhecimento do que é sociedade, o que é signo do que é coisa, o que vem da natureza como ela realmente é daquilo que suas culturas requerem (…) Nas culturas Deles, a natureza e a sociedade, os signos e as coisas são quase coextensivos. Em Nossa cultura, ninguém mais deve poder misturar as preocupações sociais e o acesso às coisas em si. (Latour, 1994:99)

Na esfera da Acupuntura, especialmente no Brasil onde passamos por um processo crítico de conflito entre as categorias interessadas na regulamentação dessa profissão – seja com atuação independente (como nos Projetos de Lei que tramitam no Senado e na Câmara dos Deputados), seja como uma especialidade exclusiva dos Profissionais da Saúde já regulamentados -, toda essa formulação parece-me muito pertinente e, inclusive, essencial para ajudar a pensar sua história recente e sua atual configuração no cenário nacional.

De um lado, a Ciência Convencional exibe hoje uma parafernália de explicações sobre a cientificidade da acupuntura – cientificidade essa bastante contestada no meio acadêmico e nos “laboratórios” (à maneira de Latour) da própria medicina oficial – com seus actantes[1] (leia-se endorfinas, cortisol endógeno, etc) que solucionariam qualquer dúvida, qualquer discordância e dissolveriam como mágica-ciência a idéia propagada por tanto tempo, pelos próprios cientistas, de charlatanismo (esse que é tão severamente combatido e que já foi, não há muito tempo, o substantivo que albergava a prática da acupuntura) e celebrariam assim, com as méritos da descoberta, a chegada da Acupuntura à modernidade. Sobre essa afirmação, desenvolverei um aparte, com a ajuda das idéias trabalhadas por Latour em Ciência em Ação, em especial sobre a noção de translação e as táticas desenvolvidas pelos construtores do fato em ação.

Do outro lado, ainda entre “as representações da natureza mais ou menos distorcidas ou codificadas pelas preocupações culturais dos humanos, que os preenchem por inteiro, e apenas por acidente percebem (…) as coisas como elas realmente são[2]” se encontra a Medicina Chinesa e seus milênios de “equívocos” que agora se esvairão, inevitavelmente, segundo as intenções dos profissionais interessados, sob os auspícios da ciência oficial. Lancei mão dessa afirmação recheada de cinismo para expor algo mais sério: estamos diante de um tribunal da razão (latour, 2000:293) e, portanto, talvez seja apropriado, como recomenda Latour, a inversão dos resultados dos julgamentos de irracionalidade e, assim, subverter as regras do jogo, questionando a origem dos juizes e expondo as testemunhas – o que desenvolverei mais adiante...

Para continuar lendo: Link  Revista Terceiro Milênio