7 de dez. de 2011

TUI NÁ - Uma Massagem Terapêutica

A massagem Tui Na é uma das mais antigas artes de cura da MTC- Medicina Tradicional Chinesa. Muito de sua técnica encontra-se mencionada no Nei Jing (内經) - "O Clássico do Imperador Amarelo", datado de 2300 aC que apresenta muitos capítulos sobre a massagem.

Embora praticada na China por mais de 4 mil anos, e seja utilizada nos hospitais e clínicas de todo o País, este sistema de tratamento - com esse nome - ainda é pouco conhecido no ocidente.Aqui se conhece muito o Shiatsu, do Japonês, “pressão com o dedo”, que é uma variação da Tuiná.
 
Por volta de mil anos atrás, a Tui Na foi introduzida no Japão, ainda com o nome original, depois o Governo proibiu termos estrangeiros e, além do nome, teve alguns protocolos e manobras modificadas, tornando-se o que hoje conhecemos por Shiatsu.

A prática do Lian Gong em 18 terapias, ginástica desenvolvida na China, pelo Dr. Zhuang Yuen Ming, médico ortopedista da Tradicional Medicina Chinesa, fundamentou-se nos mesmos conceitos básicos da massagem Tui Na.

Antigamente, essa massagem era chamada de An Mo (nome que prevalece até hoje no Sul da China), atualmente, é mais conhecida como Tui Na. Ambos An Mo ou Tui Na são termos usados para a mesma prática.
O nome vem do chinês e trás consigo a natureza vigorosa da prática desse sistema de cura, incluindo duas acões: Tui, que significa empurrar, deslizar; e Na, que significa segurar com força, apreender. Por sua vez, An Mo também nomeiam duas de suas técnicas de manobras. An siginifica pressão fixa e Mo pressão leve com movimento giratório.

Além de trabalhar o sistema músculo-esquelético do corpo e os órgãos internos, Tui Na requer pressão nos meridianos e acupuntos específicos. Esta pressão interfere no fluxo de Qi, fazendo com que este se mova livre e calmamente por todo o corpo. A boa distribuição de Qi no corpo tem efeitos profundos em todos os aspectos do bem-estar mental, emocional, espiritual e físico. Segundo a MTC-medicina tradicional Chinesa, todas as doenças são causadas por desequilíbrios e bloqueios no fluxo de Qi. Quando o fluxo de Qi está equilibrado você se sente relaxado, confiante, cheio de energia e entusiasmo.

Embora os benefícios principais de Tui Na venham da interação entre o doador e o receptor, há algumas técnicas que podem ser utilizadas em sí mesmo. Estas auto-massagens, se realizadas diariamente, aumentam os níveis de energia, ajudam o sistema imunológico, proporcionando saúde e bem-estar e fazendo com que a energia seja irradiada durante o dia todo. São altamente indicadas para os terapeutas no processo de cuidado com o cuidador.

A intenção do coração e da mente durante a aplicação da Tui Na, assim como a consciência do momento presente exercem significante influência sobre o efeito do toque no corpo, potencializando os seus resultados. Por isso, a medicina chinesa recomenda uma série de treinamentos interiores com a finalidade de aprimorar o praticante da Tui Na no emprego da sua intenção voluntária. Estes treinamentos estão incluídos nas práticas do Tai Chi Chuan, que são meditação, Qi Qong que significa trabalho/exercício/cultivo da energia e a própria automassagem.

A postura corporal do massoterapeuta também é de grande importância para o bom resultado da massagem. O praticante deve posicionar-se de maneira a que todo seu corpo dê apoio à parte que exerce a técnica escolhida, prevenindo-se de problemas futuros, como também que a sua postura favoreça a conexão do seu corpo com o céu e a terra, renovando, constantemente, sua própria energia.

Finalmente, devemos dizer que o bom senso, a intuição, a criatividade e a presença, bem como um bom treinamento físico, mental e energético, são requisitos básicos que devem ser observados por todos que atuam como massoterapeuta.

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6 de nov. de 2011

A Cosmogênese no TaiJiQuan

De acordo com a cosmogonia no Tao Te Ching, a origem do universo se dá pela seguinte explicação:
WU JI, o vazio original, o princípio anterior à criação, dá origem ao TAO, o caminho da espontaneidade natural que produz todas as coisas que existem e que inexistem. O TAO ou TAIJI, também chamado “A Grande Polaridade”, da origem à relação dos cinco elementos, gerando as dez mil coisas ou a infinidade de formas existentes no universo.
O WU JI é representado por um círculo vazio que, por ser equivalente ao nada, não caberia ser representado todavia.
O poema 42 do Tao Te King, livro clássico do Taoísmo, escrito por Lao Tsé no ano 600 a.C., aborda este assunto, afirmando:
“Do TAO veio o UM.                                                                             
Do UM veio o DOIS.
Do DOIS veio o TRÊS. E o TRÊS gerou os Muitos...”
Na execução da primeira postura do Taijiquan, denominada  ´Postura do Princípio Infinito`,  constrói-se todo o fundamento interior meditativo implícito nessa prática:
[  eretos com os pés juntos, relaxando de cima para baixo, conecta-se o topo da cabeça ao cosmos e o baixo ventre ao centro do planeta; ata-se as energias Yang e Yin respectivamente;
[  leve sorriso nos lábios, predispondo a um verdadeiro sentimento de gratidão no coração; esvazia-se o peito, enchendo o Tan Tien inferior (ponto central, 4 dedos abaixo do umbigo), propiciando à respiração abdominal;
[   a ponta da língua deve tocar o palato duro (teto da boca ou, como falamos, o céu da boca). É importante lembrar que essa ação deve ser constante durante toda prática do Tai Chi. Os benefícios se dão, principalmente, em dois aspectos: um relativo à salivação: durante o desenrolar da atividade, em que se deve engolir como se fosse um ‘elixir de saúde’ para o trato digestivo e intestinal; o outro se refere ao circuito energético chamado “circulação microcósmica”, pois ligamos com a língua os dois meridianos centrais denominados Ren Mai e Du Mai, que sobe pela coluna. Esta órbita energética promove a harmonização dos órgãos internos, com benefícios importantes para a saúde integral, já que circunda o tórax, o abdome, o baixo ventre e, subindo pela coluna, beneficia a medula e o cérebro.
Para se chegar à segunda postura, promove-se um afundamento das energias;  flexiona-se vagarosamente os joelhos e, ao mesmo tempo, levanta-se o calcanhar da perna esquerda; desloca-se o pé lateralmente na largura dos ombros,  distribuindo-se o peso do corpo.
Alguns autores chamam esta postura de WUJI, o que discordo, pois o vazio original é anterior à diferenciação Yin Yang, que aqui - em equilíbrio das forças - é o TAO, a unidade.
A partir daí, as demais posturas seguem o fluxo da sequencia de cada forma.

20 de out. de 2011

PROJECIOLOGIA

O primeiro contato que tive com as idéias e conceitos do Professor Waldo Vieira foi em sua palestra, em Brasília, no final de 1989. Fiz o papel de questionador insistente e fui o último a sair do auditório. Naquela noite não consegui dormir! Minha mente ficou alerta, desperta, muitos pensamentos, tantas informações que vieram ao encontro de minhas próprias idéias, inclusive, esclarecendo antigos questionamentos.
Fiquei tão impressionado que, no dia seguinte, liguei para alguns amigos e fiz contato com meu psicólogo para falar sobre a importância dos assuntos tratados na palestra. Sem conseguir concatenar as idéias - pois ainda não dominava o assunto -, não fui capaz de motivá-los a fazer o curso que se iniciaria naquele mesmo dia.
Posso afirmar, sem medo de errar, que aquela palestra representou um dos principais marcos de minha vida. A partir de então, fiz todos os cursos disponíveis, à época, no Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, presidido pelo Prof. Waldo, e trouxe o núcleo do IIPC para Brasília, do qual fui o coordenador por 3 anos.

César Machado, pesquisador, estudioso sobre as EFCs- Experiências fora do corpo e autor de diversos artigos e boletins sobre esse tema, escreveu, com maestria, um boletim comemorativo dos 25 anos da publicação do livro Projeciologia rico em gráficos e ilustrações.                       Marcus Evandro

Boletim Metaconsciência Volume II Número 5 - Por Cesar de Souza Machado

"25 ANOS DE PUBLICAÇÃO DO LIVRO PROJECIOLOGLIA
Há 25 anos, era lançado o livro Projeciologia – Panorama das Experiências Fora do Corpo – escrito pelo médico e paranormal brasileiro Waldo Vieira. Após passar 20 anos coletando todo tipo de informações existentes sobre EFCs, Vieira publicou essa obra as próprias custas em 1986. Considerado nos anos 1990 como referência básica sobre o assunto pela American Society for Physical Research, o Projeciologia é uma obra notável pelo seu conteúdo, pelo seu histórico e como um exemplo da capacidade de realização humana.

A elaboração do Projeciologia teve início ainda nos anos 60. Após ter deixado o espiritismo, Vieira passou a dedicar-se a suas atividades profissionais como médico e aquilo o que viria a ser a missão de sua vida pelas duas décadas seguintes: coletar e organizar todas as informações disponíveis sobre a projeção da consciência. Projetor consciente desde os nove anos de idade, Vieira já havia produzido vários livros anteriormente, psicografados por ele mesmo ou em parceria com Chico Xavier. Em 1981, publicou seu primeiro livro sobre o assunto, Projeções da Consciência. Nesse livro, o autor descreve 60 experimentos pessoais de projeção que vivenciou no final da década de 1970 e propõe a criação de uma nova ciência, a Projeciologia, para estudar o assunto."

8 de out. de 2011

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

Muitas pessoas passam por nossa vida como verdadeiros mestres a nos ensinar; ensinar a perdoar, a agradecer, a meditar, a amar e, até mesmo, a nos colocar de frente conosco mesmos, a encarar nossas próprias idiossincrasias enfim, ensinando-nos a viver. Pessoas que  despertam em nós as vivências de sincronicidades e retrocognições.

Assista ao vídeo com a entrevista com Wagner Alegretti, especialista nesse assunto.

Há três meses li um lindo depoimento que deixou transparecer a emoção de um reencontro de almas com afinidades que nos remetem à certeza da serialidade das vidas intrafísicas, texto este publicado pela revista terceiro milênio.

Por sincronicidade, neste final de semana, assisti a um filme com diálogos interessantes, que vieram ao encontro da linha central do texto a que me referi.
“... e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.” – Elizabeth Gilbert – (romance: Comer, rezar e amar)

 “ Quem assistiu a esse filme, cujo título encabeça este artigo deve lembrar o incrível recado que ele passa. A angústia do não entendimento de certos acontecimentos na vida que nos leva à busca por respostas. Em meio ao turbilhão de pensamentos, mesmo perdidos e sem compreendermos direito o porquê dos fatos, precisamos entender que tudo é um aprendizado e é necessário amadurecer.

Mas fatos reais estão aí a todo momento, deixando o seu recado. Uma dessas histórias reais e intensas teve seu início há dois anos, quando um rapaz de 37 anos (AKR), muito bonito, entra em minha sala para a entrevista inicial ou anamnese. Enquanto fazia as perguntas pertinentes aos dados que levariam ao diagnóstico em Medicina Chinesa, ele me surpreendia com uma frase a qual repetia várias vezes: “Que sorte ter encontrado vocês”! ...
Leia na integra o artigo de Kira Cavalcanti no site da revista Terceiro Milênio de junho/2011.

28 de set. de 2011

A Universidade do Pensamento

Antigamente, no mundo, havia uma universidade ou seja, versava-se sobre o uno, e o conceito que retrata esta unidade tem o nome de TAO”, palavras do Dr. Fernando Bignardi em suas palestras em que apresenta alguns preceitos deste processo filosófico.

O conceito de Tao, estudado pelo Taoísmo, é algo muito simples que, no entanto, não pode ser explicado, e sim apreendido por intuição.  Os ocidentais têm dificuldade em entender como se dá este todo uno, em função de demasiados conceitos preconcebidos.

Dentro do estudo da cosmogênese chinesa, o vazio original (WU JI) dá origem ao TAO, que se diferencia em Yin/ Yang, originando assim a relação dos cinco elementos que, por sua vez, promove a geração da infinidade de formas que se apresentam em nossa dimensão física.

O Tao é o Caminho da espontaneidade natural. É o que produz todas as coisas que existem e que inexistem. Pode ser considerado como a Divindade, o Absoluto, o Eterno, o Insondável, a Consciência Cósmica.


No Poema 1 do Tao Te King,  de Lao T´se, intitulado  O uno e o verso do Universo, podemos vislumbrar o conceito:
“O Insoldável (Tao) que se pode sondar
Não é o verdadeiro Insondável.
O inconcebível que se pode conceber
Não indica o inconcebível.
No Inominável está a origem do Universo.
O que é nominável constitui a mãe de todos os seres ...”



Há mil anos atrás, quando a inquisição foi instalada pela Igreja Católica, todo este entendimento que era natural, foi substituído pelo sectarismo, pela divisão, quando houve a cisão entre o materialismo e o espiritualismo, em detrimento dos principais aspectos da teoria Yin/Yang que são: Oposição e Interdependência. Em linhas básicas estas forças de sinais contrários se complementam e estão sempre em busca do equilíbrio; um não pode existir sem o outro. O dia não surge a não ser depois da noite; não pode haver atividade sem descanso.

“Para contrair é necessário primeiro expandir”
Tao Te King – Lao Tsé. Cap. 36

Até nos dias de hoje, quando se coloca em cheque o modelo científico vigente, principalmente no meio acadêmico, ainda observamos pessoas que não conseguem transcender a parca visão tridimensional e fazem chacota com quem defende uma teoria ou tem um discurso que inclui a dimensão extra-física.

Com os mesmos conceitos e regras do paradigma atual há uma incapacidade, uma impossibilidade até mesmo matemática, de comprovar que a pessoa é o próprio corpo. E não um veículo de manifestação da consciência. Consciência essa que habita outra dimensão, e é constituída de componente imaterial.

A consciência se manifesta através da energia, na sua multidimensionalidade, usando do veículo corporal e de outros veículos energéticos mais sutis, como o corpo emocional denominado psicossoma  e pelo corpo mental ou mentalssoma.
O vídeo intitulado Glândula Pineal 2/7 do Dr. Sérgio Felipede Oliveira tem argumentos interessantes sobre este assunto, onde ele coloca em cheque o pensamento materialista, com bastante humor, dizendo “tem que se ter muita fé para ser materialista”... assistam! Vale a pena.

Um texto interessante que pode corroborar com o entendimento dessa matéria, versando praticamente  sobre o mesmo assunto sob a ótica da medicina ayurvédica, é o artigo “Há só 16% de matéria no corpo humano” publicado na revista Terceiro Milênio, escrito pelos jornalistas José Araújo Wagner e Hilda Cripriano de Acácio. Segundo os autores, ”Os cientistas e médicos materialistas ainda não conseguem ver este corpo de matéria sutil. Por isso eles dizem: “o corpo material visceral é tudo, e não há mais nada”. Na verdade, entretanto, esta não é a realidade. 

A conclusão a que chegamos é que já passou a hora de adotarmos a postura de auto-experimentadores e vivenciarmos a multidimensionalidade com cosmoética, saindo da crendice, onde objetivamente possamos perceber as energias ou treinar as sensibilidades para tal, e enxergar que a dimensão mental e emocional são agentes mais influentes na dimensão física do que se imagina, no tocante aos processos de desequilíbrio e harmonização da saúde. Este é o paradigma consciencial. Estão aí os resgates das medicinas e terapêuticas vibracionais, que muito têm se destacado. Podemos citar a acupuntura, a massagem, o Qi Gong como o reiki e outros, a homeopatia e florais, a cinesiologia e o body talk, a meditação e o Taijiquan, como fatores de mudança dos pensamentos e sentimentos e, consequentemente, da elevação do padrão do campo vibracional pessoal, aumentando a imunidade e magnetizando positividade os ambientes em que nos façamos presentes.

"Seja a mudança que você quer ver no mundo" Gandhi