30 de jun. de 2011

As Quatro Técnicas primárias de mãos do Tai Chi

São oito movimentos básicos de mãos no Tai Chi, que se dividem em técnicas primárias e secundárias.
As quatro técnicas primárias, ou os quatro lados – peng, lu, ji e an (pronuncia-se pan, li, ti, an), tem sua tradução como: aparar, desviar, pressionar e empurrar.

Este conjunto de quatro movimentos é chamado dentro das diversas formas por: 揽 雀 尾, Lǎn què wěi, ‘Agarrar o pardal pela cauda’, ou ‘abraçar a calda do pássaro’.
Alguns o denominam de ‘Abraçar o tigre e levar para a montanha’.
Por deter as principais técnicas do tai ji e estar presente nas formas de quase todos estilos ou famílias, também é conhecido pelo nome “Pequeno Tai Chi”.

Os quatro lados (Si zheng 四正)
Péng             (aparar)
                  (desviar)
                   (pressionar)
Àn                 (empurrar)

“ A força começa no calcanhar, é controlada na cintura, materializa-se nas mãos e é exercida a partir da coluna, com atenção total.” Mestre Li Yi Yu (família WU)

A importância em se conhecer o funcionamento dessas técnicas está propriamente no aprofundamento na essência do Tai Ji Quan, já que em toda expressão dessa arte realiza-se uma das técnicas Peng, lu, ji, an, que não são ações padronizadas, mas sim conceitos.
Todo movimento de expansão, de contenção de um ataque, realiza-se a técnica Peng (aparar).
Do mesmo modo, no movimento de defesa onde desvia-se a direção da energia de ataque para um lado ou para o outro, realiza-se Lu (desviar).
Na disputa de força, na contenção de um ataque, concentra-se a defesa em só ponto, ponto esse que deslocará o adversário do seu equilíbrio em diagonal. Nesse momento realiza-se o Ji (pressionar). Essa sempre será uma técnica intermediária em que necessita-se de uma finalização. Ao deslocar o oponente, que ficará sem seu centro de equilíbrio, haverá a necessidade de usar um complemento, um movimento de ataque(An) ou mesmo de defesa (Lu).
E finalmente o ataque propriamente dito, promovendo um deslocamento direto, com a técnica An (empurrar).

Isso tudo fica mais claro com a vivência do treino do Tui Shou, movimentos espontâneos feito em dupla, onde experimenta-se a criatividade, a flexibilidade e o equilíbrio, além da concentração e do cultivo do Qi, habilidades desenvolvidas pela prática do Tai Ji Quan.

Observamos no vídeo a execução da técnica solo, após a saudação (Ti Ni) e o movimento padrão inicial do Tai Chi (também conhecido por ‘Levantar a água’).
Após a repetição de 3 vezes o peng, lu, ji, an, finaliza-se com ‘Mãos Cruzadas’, saudação final e volta-se para a ‘Postura do Princípio infinito’.

No próximo vídeo podemos observar a execução dos mesmos movimentos acima, quando da apresentação do Tai Chi 24 formas em mandala-4 direções, na comemoração do dia mundial do Taichi & Qigong em abril de 2011, na PHU - Praça da Harmonia Universal em Brasília.



OBS.:Além das práticas diárias de TAI CHI nos horário de 7h30 na PHU, entre-quadra 104/105 norte, temos treinos toda segunda, quarta e sexta às 7h30 no PARQUE OLHOS DÁGUA - 414 NORTE. (Informações: 061-9.9954.7334)

31 de mai. de 2011

Carta Aberta dos Estudantes de Acupuntura

 Carla Matsue (PR), Francisco Vorcaro (ES), Pedro Ivo (DF),
Silvia Bighetti (SP),Alberto Cantídio (MG), Roberta Blanco (RJ),
Gu Hanghu (DF),Gu Zhou-Ji (DF), Ricardo Antunes (DF)

No sábado, 28 de maio, foi realizado em Brasília, DF, o  ENAPEA - Encontro NacionaL de Profissionais e Estudantes de Acupuntura. Evento profícuo, muito bem elaborado, com sucesso de público, e que gerou a Carta Aberta dos Estudantes de Acupuntura da Escola Nacional de Acupuntura - ENAc. Carta essa que já é considerada um marco no processo de Resistência e legitimação da Acupuntura/ MTC no Brasil. Parabéns ao Sávio RochaDaniel Caltabiano e a todos os envolvidos, de alguma maneira no processo.
"Nós, alunos da Escola Nacional de Acupuntura, gostaríamos de compartilhar nossos pensamentos, sentimentos e expectativas em relação ao caminho dentro do estudo da Medicina Tradicional Chinesa. Unidos por um interesse comum pela Saúde e pelas Ciências Médicas, dispusemo-nos a explorar essa racionalidade médica milenar, e nos deparamos com sérias limitações que dificultam o florescer desse conhecimento em nosso país.
A acupuntura tem seu próprio corpo teórico e prático original, desenvolvido ao longo de 4000 anos, sem paralelo com nenhuma outra profissão de saúde ou terapia holística. No entanto, o que se vê atualmente em nosso país, são tentativas de diminuir essa Ciência Medica Oriental e transformá-la em um mero ramo de racionalidades completamente distintas.
A acupuntura (termo que aqui vai significando a totalidade da medicina chinesa) não é uma mera especialidade ou habilitação, uma mera técnica ou prática. Não é uma simples terapia integrativa e complementar, mas integral e auto-suficiente, e justamente por isso ela não pode ser submetida a outro sistema de pensamento, que é o que tanto se tenta fazer. Ela não pode ser assimilada ao sistema médico ocidental, não por mero capricho de profissionais e estudantes da acupuntura que não tinham uma graduação prévia em outras áreas de saúde, mas por impossibilidade epistemológica, que invalida de pronto qualquer tentativa nesse sentido. Transformar a Medicina Tradicional Chinesa em mera especialidade de uma racionalidade alheia, aprendida em alguns finais de semana de estudo, é o mesmo que aplicar as normas do Português a um idioma estrangeiro, e depois, ainda por cima, taxá-lo de incompreensível e ineficaz!
Ineficaz!? Senhores da ciência, homens e mulheres estudados, dignos membros da classe política, a Medicina que por milênios permaneceu incólume, como sustentáculo da saúde de uma imensa nação, merece ser questionada dessa forma? Sujeitada a experimentos por aqueles que nem ao menos se deram ao trabalho de entender sua linguagem, seus símbolos, seus princípios? Estamos certos de que a sua sensatez não permitirá tal desrespeito.
Por isso, pedimos que escutem nosso apelo. A Verdade, senhoras e senhores, não disputa mercado. A Sabedoria é um tesouro de tamanha vastidão que não podemos nunca pretender possuí-lo por completo; um tesouro cujas raízes se estendem desde o mais remoto passado ao futuro inimaginável, um tesouro que não limita nem separa, mas que integra. Tampouco diz respeito apenas ao que é tangível, mensurável e comparável, incluindo também o tradicional, passado de geração em geração, não raro contrariando os princípios mais básicos daquilo que entendemos como ciência, mas nem por isso menos válido, menos seguro ou menos efetivo.
Nós somos estudantes, e com humildade lhes dirigimos essas palavras: reconhecemos os anos de caminhada que os tantos profissionais de Saúde já formados têm à nossa frente, mas lembremos, todos nós, que as décadas de estudo que um homem pode acumular em sua vida nada são perante os milênios de existência da Medicina Tradicional Chinesa e de outros tantos tesouros inestimáveis de sabedoria que existem em nosso mundo. Relegar esse conhecimento ao banco de reservas da nossa “Ciência Moderna”, criança recém engendrada em nosso bojo ocidental, é um desrespeito sem tamanho.
Não estamos aqui para desferir alfinetadas ou agulhadas contra qualquer racionalidade, muito menos contra os frutos dos avanços do nosso próprio Ocidente. Nossas agulhas estão a serviço do bem, da saúde e da harmonia. Louvamos os avanços das frentes científicas ocidentais, cujo valor inestimável reconhecemos inteiramente. O que queremos é apenas o devido respeito e a merecida atenção ao progresso já há muito alcançado pelos irmãos da Ciência Médica que nos legaram os conhecimentos e as técnicas da Medicina Tradicional Chinesa. 
Quando falamos na criação de uma graduação em acupuntura, o que estamos pedindo é a oportunidade de explorar a fundo essa ciência tão antiga, que não é meramente uma técnica complementar nem apenas uma especialização, como já foi explicado. É por isso que queremos uma graduação em Acupuntura, com duração de pelo menos quatro anos e grau de bacharel ou equivalente, com todas as diretrizes curriculares estabelecidas em lei e contemplando todos os princípios e peculiaridades desse maravilhoso sistema médico. Só assim evitaremos que a grande Medicina Chinesa se limite à simples repetição de protocolos prontos e impensados que se faz na dita “acupuntura científica”
Não é possível apreender tantos séculos de sabedoria em apenas 180 ou 360 horas, um final de semana por mês. Por isso, acreditamos que a acupuntura é de todo incompatível com um modelo de habilitações e especializações. Infelizmente, a maioria da população – incluindo aí muitos pretensos acupunturistas – desconhecem essas particularidades da racionalidade médica chinesa, o que torna essencial uma campanha informativa acerca das características, vantagens e desvantagens da acupuntura e demais práticas dessa fantástica ciência. São várias as pessoas que afirmam só aceitar fazer acupuntura com médicos ou outros profissionais que já tenham graduação prévia em alguma ciência da saúde, o que demonstra o desconhecimento e desinformação reinantes, situação que exige reparação urgente.
Que fique bem claro que o que estamos dizendo não é que profissionais vindos de outras áreas da saúde sejam incapazes de fazer boa acupuntura. De forma alguma: suas formações prévias têm muito a contribuir para a excelência do profissional. Porém, é imperativo que o ele se empenhe em conhecer toda a ciência médica chinesa, do zero, despindo-se de todas as pré-concepções adquiridas em sua formação original – o que, convenhamos, é nitidamente incompatível com um modelo de especializações. Ou seja, a Medicina Chinesa é uma ciência independente, e por isso também tem de ser vista como uma formação autônoma.
Além disso, a acupuntura tem um potencial incrível como método preventivo e de tratamento para as massas, por conta de seu baixo custo e notável eficácia (obviamente, desde que respeitados seus princípios norteadores). Sempre foi assim, desde seu surgimento na antiga China, e não há razão para que não o seja também no Brasil da atualidade. O lugar da acupuntura não é apenas dentro das clínicas, mas acessível a todos aqueles que dela necessitarem, inclusive dentro do SUS, mas de modo diferente do que é feito hoje: não por pretensos especialistas, mas por acupunturistas em especial.
A Medicina Chinesa tem de ser praticada por profissionais graduados em Acupuntura. Não queremos uma acupuntura fatiada e descaracterizada, mas preservada em sua totalidade, como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade que ela é. É um saber tradicional, devendo portanto ser tratada como tal, e não necessariamente se opondo à ciência nos moldes ocidentais. Cabe à comunidade científica uma postura mais receptiva, sem preconceitos contra aquilo que não compreende, por não lhe ser familiar.
Como estudantes, o que esperamos do futuro é um curso de graduação estruturado e respeitado, uma profissão reconhecida e valorizada em cooperação com as demais profissões da saúde, mas sem interferência dessas. Queremos a Acupuntura integral, e queremos que todos saibam que acupuntura é com acupunturista.

Brasília, 28 de maio de 2011
Redigida por Sávio Rocha da Silva"

14 de mai. de 2011

Definindo o TAI JI QUAN.

A maioria das pessoas Quando assiste a uma demonstração de tai ji quan, presta mais atenção ao que os olhos veem, sendo que o mais valioso e importante desta prática, considerada uma arte marcial interna, está em dimensões mais sutis.

Em minhas aulas, gosto de fazer uma analogia com a figura do ice Berg, onde o que fica visível é apenas 10% deste gigante de gelo, e a parte maior fica submersa, oculta. No tai chi é assim, veja o gráfico abaixo:







Lendo o último boletim da WCTA-Br, encontrei uma excelente definição de tai ji, feita pelo Mestre Jan Silberstoff, autor do livro “Chen – Living Taijiquan in the Classical Style”(foto) e Fundador e Diretor Técnico da WCTA (World Chen XiaoWang Taijiquan Association), a qual transcrevo na integra.






O que é TAIJIQUAN
Jan Silberstorff
Fundador e Diretor Técnico da WCTA (World Chen XiaoWang Taijiquan Association)

Taijiquan (Tai Chi Chuan) é uma das artes marciais Chinesas antigas. Serve para o cuidado com a vida, a saúde, o desenvolvimento holístico do corpo e da mente, bom como para a autodefesa. É meditativo e fortalece o corpo, promove o desenvolvimento da energia interna (QI) e, como tal, pode ser usada tanto para fins terapêuticos quanto para a luta. Os movimentos são suaves e fluidos cheios de beleza, expressão e energia.

Taijiquan vai, na sua maneira, muito além dos programas de fitness normais, e pode ser seguido pela sua filosofia essencial como um caminho de vida, mas também até como um passatempo. Seu valor para a saúde é reconhecido, e em todo mundo companhias de seguros de saúde cobrem parcialmente os custos das aulas.

Como uma arte marcial, ele segue as práticas tradicionais, o que especialmente no presente pode ser usado em todas as situações. É provavelmente o estilo mais amplamente usado de Kung fu no mundo. Este sistema, que séculos atrás surgiu na família Chen, utiliza a filosofia do yin e yang e suas fases de mudança, e a harmonização do corpo, mente e espírito. Ele combina movimentos de autodefesa (wushu), com a condução da energia interna (chi kung) e é considerado arte marcial interna.Como a energia interna está no lugar da força muscular, o Taijiquan pode ser praticado do mesmo modo por jovens e velhos, homens e mulheres, grandes e pequenos, com sucesso.

Desde meados do século passado Taijiquan foi ensinado também para interessados fora da família Chen. A partir desta data se desenvolveram os estilos mais diversos, tais como das famílias Yang, Wu, Wuu e Sun. O estilo Chen é a origem de todos os sistemas de Taiji, e desde então se espalhou por todo o mundo. Taiji descreve o homem como ligação entre o céu e a terra e lhe dá sentido (Tao).

14 de mar. de 2011

Uma Vida... Muitos mestres!

Esta caminhada intrafísica me apresentou a diversos instrutores, professores e mestres na área do Tai Chi Chuan e Chi Kung.

Em 1980, conheci as práticas de Tai Chi Chuan com o Dr. Moo Shong Woo, na Asa Norte, em Brasília. Naquela época, ainda sem a assiduidade e a determinação indispensáveis à obtenção dos benefícios que essa prática pode proporcionar, não cheguei a aprender sequer os movimentos básicos da série de 24 movimentos. Porém, mesmo sem dominar a técnica, já usufruía dos benefícios energéticos, de equilíbrio, coordenação motora e flexibilidade que todo praticante adquire, bastando treinar, pelo menos, 3 (três) meses seguidos, como sempre enfatiza o próprio Mestre Woo.

No início dos anos 90, participei de diversos workshops promovidos pela UNIPAZ, na formação Holística de base, sobre assuntos correlatos aos processos filosóficos e culturas que transcendem a persona. Um dos seminários foi com o Mestre Liu Pai Lin, que começava um curso de formação em Tai Chi Pai Lin em Brasília.

Na mesma época, conheci Mestre Dada Inocalla, sempre presente aos eventos da Universidade Holística de Brasília, com apresentações e vivências em grupo.

Ainda nos primeiros meses de 1990, participei de um curso de Chi Kung - Yoga, terapêutica Chinesa, realizado no Centro de estudos de Medicina Oriental de Brasília. O curso foi promovido pelo Dr. Francisco, conhecido em Brasília como "Chico Agulha", e foi ministrado pelo Dr. Gu Hanghu, recém chegado da China na ocasião.

Marcus Evandro e Mestre Wang Hsiao Po
No início do ano 2000, conheci o Dr. Wan Hsiao Po, com quem pude aprender ao longo de vários anos, Tai Chi Chuan, Chi Kung e massagem Tui Ná. Naquela ocasião, iniciou-se também meu aprendizado nas técnicas da acupuntura. O fato de sermos vizinhos me possibilitou colocar em prática a força de vontade, a perseverança e a determinação para acordar cedo, treinar, treinar e treinar. Até aos domingos, eu tinha que levantar cedo (7h para domingo é muito cedo!) para os exercícios. Apesar do "sacrifício", uma vez que para nós, ocidentais, essa rotina é muito dura, devo reconhecer que foi graças à didática do Mestre Wang e sua simplicidade em ensinar o passo a passo do Tai Chi Chuan, que pude aprender os movimentos e usufruir dos benefícios dessa prática milenar. Esse ensinamento é que procuro transmitir nas aulas que tenho tido a oportunidade de ministrar.

Continuando os estudos na prática do Tai Chi Chuan e Chi Kung, novos instrutores, professores e mestres foram surgindo. Desta feita, no início de 2010, iniciei curso de formação de dois anos, no IFTB-Instituto de Formação de Taijiquan de Brasília, sob coordenação do Dr. Aristein Woo. Com a atuação de professores graduados, como o Professor Magno Bueno (foto) discípulo direto de Chen Xiaowang, e instrutores bem treinados, são transmitidos ensinamentos sobre diversos estilos de Tai Chi, incluindo leque, espada, formas diversas de mãos livres e Chi Kung avançados.

Como a IFTB está vinculada à Associação Mundial Chen Xiaowang de Taijiquan, temos oportunidade de manter contato também com mestres de renome mundial, por meio da participação em diversos seminários promovidos pelo Instituto no decorrer do curso regular.

E a aprendizagem continua... sempre!

Saudações a toda hierarquia da sabedoria Tai Chi Chuan: TI NI
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11 de mar. de 2011

A Acupuntura e a Desinformação

Ilustração do Artigo
Hoje vários conselhos da área de saúde reconhecem a acupuntura como especialidade - o da própria medicina, o da psicologia, o da fisioterapia e o da farmácia, dentre outros.

Ora, se áreas tão díspares, dentro da mentalidade ocidental, aceitam os efeitos da técnica como válidos em seus campos específicos de atuação, uma obviedade se apresenta, mesmo para os que não conhecem a Medicina Tradicional Chinesa: a acupuntura, dentro de sua racionalidade própria, é que parece englobar esses campos específicos e extrapolar cada um deles.

Então o recado: para conhecer a acupuntura e aplicar seus conhecimentos de maneira realmente eficaz é necessário um estudo amplo e complexo, onde não cabe a especialidade como opção.

Ou seja, parafraseando uma campanha já em andamento pelo Brasil, "acupuntura é para acupunturistas"...

Leia a íntegra do artigo do ProfºPedro Ivo Marini Tahan, Diretor de Ensino e Informação da ENAc, publicado na Revista Terceiro Milênio.
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