Esse curso desenvolvido pelo professor Marcus Evandro, está programado para 8 horas aula, em duas tardes de sábado. Teoria e prática da acupuntura craniana ou Escalpo acupuntura. A técnica chinesa tem sua base na Neurologia e a Japonesa, desenvolvida por Yamamoto, tem seu estudo na somatotopia, ou seja, na reflexologia das extremidades, no caso a cabeça.
É um método rápido e eficaz para resolver dores agudas e crônicas, sendo mais uma ferramenta de tratamento eficaz.
Além disso, é uma ótima técnica para começar a treinar a inserção de agulhas, e até mesmo para quem conhece acupuntura, iniciar seus treinos de inserção de agulhas sem o mandril.
O sistema do Dr. Zhu, além de uma releitura do processo chines de craniopuntura, explora novas áreas de tratamento na calota craniana e é muito eficiente para problemas neurológicos e sequelas de AVC, como pode ser observado no video acima.
Ensinamentos do Profº Zhu: Os 5 passos para o resultado imediato
1) Needles (Agulhas) 2) Yi (Atenção concentrada) 3) Qi (Energia) 4) Daoyin(Processo meditativo de condução do Qi) 5) Results (Resultado) Nova Data: Data: 05 e 12/ Maio/2012 - (duas tardes de sáb) Hora: de 14h às 18h Obs.: Matrículas abertas na secretaria da ENAc – (061) 3322-4998
Agenda:
• Histórico, Conceitos • Novas contribuições(Zhu's Scalp Acupuncture) • Áreas : zona de atuação e indicações
Técnicas : • a) Como localizar áreas • b) Treino de Inserção de agulhas sem mandril • c) Cranio: Tratando também com Tui Ná.
Não sei por que a própria língua portuguesa parece “grego” para alguns quando aplicada ao universo jurídico e legislativo. Acho que José Saramago estava certo quando disse: “de degrau em degrau estamos chegando à antecâmara do grunhido!” É incrível como explicações e fatos tão simples quanto 2 e 2 são 4 não são percebidos corretamente pela grande massa de interessados (ou pseudointeressados). Isso mesmo. Não aguento mais tamanha imbecilidade e discussão insana e inócua sobre uma questão óbvia. Basta ter dois neurônios (funcionais) e um espírito livre de preconceitos e interesses escusos para vermos o quanto é fácil a questão da regulamentação da Acupuntura.
Vamos parar de dar trabalho para o Congresso Nacional e vamos parar de cansar nossos parlamentares, fazendo papel de idiota com discursos frouxos e mal embasados.
Afinal, queremos que a Acupuntura seja uma profissão ou não? Esse é o questionamento mais elementar ao qual precisamos responder inicialmente.Os cabeleireiros buscam a regulamentação de suas profissões, as manicures, os quiropraxistas, os naturopatas, os fotógrafos, os cozinheiros, os jardineiros, etc. Então porque não buscar a regulamentação da Acupuntura?
Mais uma vez vou ter que chover no molhado aqui pra dizer que é óbvio que quando falamos em Acupuntura aqui no Brasil estamos nos referindo à própria Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Não pretendo mais me estender nisso. Isso é óbvio!!! Menos para aqueles que fizeram cursinhos de fim-de-semana, não aprenderam praticamente nada de fundamentos da MTC e usam suas agulhinhas apenas nos terríveis e temíveis “protocolos” de alívio sintomatológico da dor.
Ahhh, mas não posso deixar de comentar um fato ainda pior que os cursinhos de fim-de-semana. Agora algumas faculdades por aí, principalmente nos cursos de Fisioterapia, criaram uma disciplina de Acupuntura. Isso mesmo! Pasmem! Uma disciplina de Acupuntura! Algo em torno de 60 horas. PELAMORDEDEUS!!!! Será que ninguém percebe o tipo de manobra sorrateira que é essa? E ainda tem gente que se presta ao ridículo de dar aulas numa “disciplina” assim. Coisa de quem não respeita a própria profissão ou não aprendeu o que devia! Mas vamos em frente...
E então: queremos que a Acupuntura seja uma profissão ou não?
... Continue lendo o artigo (www.acupunturaindependente.com)
Caros colegas,
A essa altura, acredito que todos já tenham tomado conhecimento da tal decisão do TRF, que vem sendo anunciada como se fosse algo definitivo. Para quem não viu ainda: http://bit.ly/HiLoVR
Vou tentar esclarecer algumas coisas, a começar por algumas questões sobre o funcionamento do Judiciário, que pra muita gente é um verdadeiro bicho de sete cabeças.
Os Tribunais Regionais Federais (TRFs), inclusive o de Brasília (1ª Região), que proferiu essa decisão, representam a segunda instância da Justiça Federal, e suas decisões valem para todo o país. Segundo tribunais de segunda instância, acima deles só estão o STF e o STJ.
Por isso, à primeira vista, pode parecer mesmo alarmante essa decisão, mas não é bem assim. O que os portais de notícia não têm divulgado adequadamente é que essa decisão foi proferida em sede de liminar, o que significa que ela não é definitiva! Em determinadas situações, quando entramos com um processo ou um recurso, é possível pedir ao órgão julgador que conceda, antecipadamente, nosso pedido, para só depois analisá-lo e daí decidir se ele procede ou não. Foi o que aconteceu neste caso do TRF: provisoriamente, deu-se razão para o Conselho Federal de Medicina (CFM), mas o assunto ainda será debatido e julgado, e essa liminar pode ser cassada - inclusive pelo próprio TRF! E, mesmo que o TRF mantenha a liminar, ainda poderá ser possível recorrer ao STF ou ao STJ,dependendo de como se desenrolar o caso.
Infelizmente, não tenho como esclarecer muita coisa mais sobre essa decisão, uma vez que ela ainda não foi publicada. A publicação é um passo fundamental no decorrer de um processo, porque é só a partir dela que uma decisão se torna de conhecimento público e passa a ter efeito. Enquanto não houver a publicação, não poderemos conhecer o que realmente disse o Tribunal, nem quais são realmente as conseqüências disso.
O que garanto a todos vocês é que não há motivo para pânico, nem para preocupação! (Lembrem-se que a preocupação amarra o Qi e o temor o esvazia - e nós precisamos desse Qi para lutar pelo que é certo!) Essa história certamente ainda vai dar muito pano para manga, com um desenrolar bem longo antes de chegarmos a um resultado final. O que precisamos, neste momento, é de mobilização, de ver todos unidos em prol da regulamentação da medicina chinesa de modo pleno e independente! Afinal, seja qual for a decisão dos Tribunais, a aprovação de uma lei que regulamente a acupuntura como profissão autônoma irá fazê-la cair por terra. Espero ter esclarecido algumas coisas, e acalmado os ânimos. Qualquer coisa, estou disponível para conversar todos os dias na ENAc, em vários turnos diferentes. Abraço!
Com prazo de duração por tempo indeterminado, a SBAT tem como objetivo:
I. Estimular o progresso da pesquisa, estudo e do desenvolvimento profissional da Acupuntura Tradicional em todos os Estados da Federação;
II. Congregar e estimular os profissionais em todos os seus níveis e modalidades de formação profissional e acadêmica;
III. Congregar e estimular escolas, associações, entidades representativas, sindicatos e demais instituições congêneres relacionadas com os estudos e práticas da Acupuntura Tradicional;
IV. Incentivar o estudo e a pesquisa científica nas áreas da Acupuntura Tradicional;
V. Realizar periodicamente reuniões científicas, objetivando a aproximação entre os profissionais brasileiros, membros ou não da Sociedade e o intercâmbio de informações científicas entre os mesmos;
VI. Manter intercâmbio com entidades, órgãos e instituições nacionais, bem como com profissionais e associações congêneres dos países estrangeiros;
“Tudo que é vazio está cheio de Qi que, no seu estado de condensação, portanto visível, é chamado de ser,
mas no seu estado de dispersão, portanto invisível, e chamado de não-ser.”
Wang Fu Zhi (1619-1692)
Algum tempo depois que Einstein apresentou sua formula E=MC², a física quântica trouxe o conceito de Informação. A Informação é aquilo que dá forma a tudo que existe, ora agregando, ora dispersando o Qi, a energia.
A energia é uma consequência, é o resultado de uma manifestação, é manipulada por algo que é o gerador da informação.
Tudo que está no universo é energia manifestada em diversas formas.
Alguma coisa faz com que essa energia, no seu estado primordial, transmute-se nessa diversidade de formas na multidimensionalidade.
"Água e Fogo têm Qi mas não têm vida; plantas e árvores têm vida, mas não o conhecimento;
pássaros e animais possuem conhecimento, mas não tem ideia do que é correto"
Sun Kuang (313-238 a.C.)
Pergunta-se: quem é o agente que detém e produz informações e se manifesta através da energia ? Resposta: a Consciência. O universo, que está em evolução com sua manifestação/respiração em contração e expansão, é coordenado por uma Consciência maior, uma Consciência cósmica.
O ser humano, por analogia, de acordo com a 'hipótese' do holograma, seria co-criador de seu próprio micro-universo, promovendo as mudanças para a harmonização ou para a entropia desse micro-sistema holossomático, de acordo com a média de sua manifestação, através do conjunto de pensamentos e sentimentos.
O QUE É A CONSCIÊNCIA - Por César S. Machado
O que é a consciência? Essa é uma questão que pode ser facilmente respondida sob uma perspectiva reducionista. Existem, contudo, diversas tentativas de definir-se o que é a consciência. Qual seria a melhor? Por esse motivo, no meio científico, é comum evitar-se discutir a consciência, pois a ciência, de um modo geral, carece de instrumentos para defini-la e interpretá-la com a exatidão exigida pelos cientistas sem deixar grandes margens para interpretações e especulações.
Dessa forma, vamos encontrar as melhores abordagens sobre a consciência na ciência cognitiva, na ciência da computação, na filosofia da mente, na neurofisiologia, na psicologia e na linguística. Contudo, isoladamente, nenhuma dessas ciências é suficiente para explicar a consciência em toda a sua complexidade. É necessário, portanto, uma abordagem interdisciplinar com o emprego de vários saberes de forma integrada para que possamos entendê-la melhor.
Definindo “Consciência”
A palavra consciência surgiu em 1375 sendo originária do Latim que deriva do verbo “ter conhecimento” de surgido pouco antes, em1352.
A consciência é uma qualidade psíquica, motivo pelo qual se diz também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que se perceber no mundo, mas ser no mundo e do mundo, usando a intuição, a dedução e a indução.
Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal e consciência de acesso. A consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos "estou ciente". A consciência de acesso se refere ao processamento das experiências que vivenciamos. Manfred Frank relaciona algumas das relações entre a consciência, a autoconsciência e o autoconhecimento, conforme apresentado a seguir. Continue lendo no Link : http://www.metaconsciencia.com/down/boletim-metaconsciencia-9.pdf
A leitura do texto abaixo, de autoria do médico endocrinologista indiano Deepak Chopra, com comentários profundos sobre esse tema, também colabora para enriquecer essa matéria.
CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE - Por Deepak Chopra
Nós somos as únicas criaturas do planeta que podem modificar a própria biologia através dos pensamentos, sentimentos e intenções. As nossas células estão constantemente espionando os nossos pensamentos e sendo modificadas por eles. Quando nos apaixonamos, pensamentos positivos percorrem o nosso corpo e fortalecem nosso sistema imunológico. Por outro lado, pensamentos sombrios e sentimentos depressivos podem nos deixar vulneráveis a doenças.
Ao longo das últimas três décadas, centenas de estudos mostraram que nada possui mais poder no corpo do que as crenças da mente. Esta é a visão de mundo quântica, que nos ensina que todos somos parte de um campo infinito de inteligência – a fonte dos nossos pensamentos, mente, corpo e tudo o mais no universo. Este paradigma, que tem conquistado aceitação crescente no mundo da medicina Ocidental moderna, se baseia nas dez concepções seguintes:
1 – O mundo físico, incluindo o nosso corpo, é um reflexo das nossas percepções, pensamentos e sentimentos. Não há nenhuma realidade objetiva “lá fora” que é independente do observador. Ao contrário, nós criamos nossos corpos conforme criamos nossa experiência do mundo.
Pode-se afirmar que a melhor definição para Qi Gong seja "Cultivo da Energia".
O termo Chinês Qi Gong apresenta uma abrangência muito vasta, que inclui exercícios energéticos estáticos, processos meditativos conhecidos por meditação taoísta Tao Yin; e práticas dinâmicas, contituídas de movimentos corporais diversos e posturas que imitam movimentos de animais. Essa variedade de exercícios e posturas nos permite fazer analogia de Qi Gong com a palavra ginástica que, aqui no ocidente, possui várias modalidades: ginástica de aquecimento, alongamento, laboral, aeróbica, aquática, rítmica, de condicionamento físico, facial, além de uma gama de variações de movimentos e exercícios, mostrando a diversidade de técnicas que o termo pode revelar.
O Estado Vibracional-EV, também chamado de circulação fechada de energias, é uma técnica energética que, por definição, é também considerado um Qi Gong. Em função dos benefícios que oferece, premissas e promessas teóricas, é considerado - de longe - o melhor e mais completo Qi gong existente. Atua na assepsia energética, ou seja na desassimilação das energias entrópicas, no desbloqueio e expansão das energias promovendo saúde holossomática, no desenvolvimento parapsíquico e como técnica que propicia a projeção consciencial lúcida. Numa condição avançada e especial, pode permitir, inclusive, a execução do fenômeno da parateleportação humana. Todas essas técnicas bioenergéticas atuam na multidimensionalidade e, por conseguinte, são habilidades que levamos dessa dimensão para as outras, quando de nossa passagem, dessoma ou morte.
O EV seria a evolução técnica de diversos processos milenares
tais como: Kriya Yoga (vide Autobiografia de um Yogue -Yogananda), meditações
ativas (Kundalini-Osho), e Qi Gong espontâneo, também chamado de Wu Ji Qi Gong, provavelmente desenvolvido à quarenta ou sessenta mil anos
atrás por seres humanos pré-tribais . Todos esses exercícios descrevem as sensações
e efeitos observados quando o estado vibracional é instalado.
Na sequência, transcrevo um artigo sobre o EV do blog: "Metaconsciência" e deixo um excelente vídeo intitulado: Importância do EV com áudio comentário de Waldo Vieira.
Introdução:
Vivemos numa realidade energética, o que a ciência já admite. A matéria pode ser convertida em energia e vice-versa. Além disso, a ciência tradicional admite que existem outras formas de energia, mais sutis, indetectáveis pela nossa instrumentação, mais facilmente percebidas pelas formas biológicas, em outras palavras, por nossos corpos.
Estamos imersos, portanto, em um uma espécie de oceano onde se interfundem diversos tipos de energias físicas (luz, calor, som) e extrafísicas oriundas do planeta (energias dos solos, das águas, do ar, da fauna e da flora) e de outras pessoas como nós (energias conscienciais). Essas energias podem ser, conforme o caso, positivas e agradáveis, negativas e danosas ou mesmo ser indiferentes para nós. Nosso organismo biológico possui meios de absorver, processar e exteriorizar todas essas formas de energias.
Em nosso dia a dia, naturalmente, absorvemos padrões de energias positivas, que nos fazem bem, assim como energias indesejáveis que por vezes acabam comprometendo nosso equilíbrio, acarretando em malestar, desânimo, irritação, dores de cabeça, mal estares dentre outros problemas que podem ser bem mais graves.
Em determinadas ocasiões, em nosso dia a dia, quando entramos em ambientes carregados, participamos de certas reuniões, discutimos com alguém, nos irritamos no trânsito, podemos, às vezes, sentir de imediato que ficamos com "algo" indesejado conosco. Às vezes também sentimos os sintomas acima descritos após um longo dia de trabalho estafante.
Se for possível nos liberarmos dessas energias, teremos uma saúde psíquica, emocional e física melhor. O EV – Estado Vibracional – é uma técnica de mobilização energética desenvolvida a partir de experimentos realizados nos anos 80 que pode proporcionar isso.
Quando uma pessoa passa por um EV, seu campo energético vibra numa frequência muito mais elevada e intensa o que promove a dissociação das energias mais densas, negativas e parasitárias que se encontram em alguma parte do seu corpo ou em sua periferia (em nossa aura pessoal).
Este artigo foi escrito por PEDRO IVO - ENAc em 30 de novembro de 2011 - Revista Terceiro Milênio
Seria possível analisar o esoterismo da acupuntura tradicional, mas não a cientificidade da acupuntura médica? (parafraseando Latour, 1994:92)
1. As Duas Grandes Divisões A tentativa aqui será a de importar-exportar as Duas Grandes Divisões (a la Latour, 1994), a ocidental/ interior (entre nós, natureza e sociedade), e os outros/ exterior (entre eles e suas naturezas/sociedades misturadas) e, assim, causar um desconforto epistemológico, pelo menos, na construção do estudo sobre duas óticas-teorias conflitantes, no campo do conhecimento e na política, que permeiam uma mesma prática, a Acupuntura. Começo, então, citando um trecho de Jamais Fomos Modernos que melhor explica as ditas Divisões:
A Grande Divisão interior explica, portanto, a Grande Divisão exterior: apenas nós diferenciamos de forma absoluta entre a natureza e a cultura, entre a ciência e a sociedade, enquanto que todos os outros, sejam eles chineses ou ameríndios, zandés ou barouyas, não podem separar de fato aquilo que é conhecimento do que é sociedade, o que é signo do que é coisa, o que vem da natureza como ela realmente é daquilo que suas culturas requerem (…) Nas culturas Deles, a natureza e a sociedade, os signos e as coisas são quase coextensivos. Em Nossa cultura, ninguém mais deve poder misturar as preocupações sociais e o acesso às coisas em si. (Latour, 1994:99)
Na esfera da Acupuntura, especialmente no Brasil onde passamos por um processo crítico de conflito entre as categorias interessadas na regulamentação dessa profissão – seja com atuação independente (como nos Projetos de Lei que tramitam no Senado e na Câmara dos Deputados), seja como uma especialidade exclusiva dos Profissionais da Saúde já regulamentados -, toda essa formulação parece-me muito pertinente e, inclusive, essencial para ajudar a pensar sua história recente e sua atual configuração no cenário nacional.
De um lado, a Ciência Convencional exibe hoje uma parafernália de explicações sobre a cientificidade da acupuntura – cientificidade essa bastante contestada no meio acadêmico e nos “laboratórios” (à maneira de Latour) da própria medicina oficial – com seus actantes[1] (leia-se endorfinas, cortisol endógeno, etc) que solucionariam qualquer dúvida, qualquer discordância e dissolveriam como mágica-ciência a idéia propagada por tanto tempo, pelos próprios cientistas, de charlatanismo (esse que é tão severamente combatido e que já foi, não há muito tempo, o substantivo que albergava a prática da acupuntura) e celebrariam assim, com as méritos da descoberta, a chegada da Acupuntura à modernidade. Sobre essa afirmação, desenvolverei um aparte, com a ajuda das idéias trabalhadas por Latour em Ciência em Ação, em especial sobre a noção de translação e as táticas desenvolvidas pelos construtores do fato em ação.
Do outro lado, ainda entre “as representações da natureza mais ou menos distorcidas ou codificadas pelas preocupações culturais dos humanos, que os preenchem por inteiro, e apenas por acidente percebem (…) as coisas como elas realmente são[2]” se encontra a Medicina Chinesa e seus milênios de “equívocos” que agora se esvairão, inevitavelmente, segundo as intenções dos profissionais interessados, sob os auspícios da ciência oficial. Lancei mão dessa afirmação recheada de cinismo para expor algo mais sério: estamos diante de um tribunal da razão (latour, 2000:293) e, portanto, talvez seja apropriado, como recomenda Latour, a inversão dos resultados dos julgamentos de irracionalidade e, assim, subverter as regras do jogo, questionando a origem dos juizes e expondo as testemunhas – o que desenvolverei mais adiante...